Ai essa sensação de falta que não passa...
Minha Luiza pode chegar a qualquer momento. Desde o dia 08 de fevereiro não estou mais sozinha em casa, tem sempre alguém comigo, disponível para qualquer emergência que até agora não aconteceu. Tudo bem, estamos no tempo certo. Minha mãe já está aqui há 12 dias, de prontidão para ajudar com as fraldas e mamadas e para cuidar da casa enquanto eu pego o jeito de ser mãe, dona de casa e esposa, tudo ao mesmo tempo. Sem contar na profissional, mas esta tirou licença por uns tempos, depois a gente pensa em como tudo vai se ajeitar.
Entra dia, sai dia, entra dia, sai... e o tempo todo essa sensação de que está faltando alguma coisa. Toda hora me bate uma lembrança de que tenho que ligar em casa pra dar noticias e perguntar como estão as coisas. Como minha mãe está comigo, fica essa sensação de que tenho que ligar pra ele, meu paizinho. Ai que saudade! Acho que o tempo nunca vai dar conta disso. A presença forte da Luiza torna a ausência dele ainda maior, minha riqueza que veio para ele partir. Penso todos os dias como Deus foi bom e generoso comigo me enviando essa riqueza, esse milagre, mas ainda assim fica sempre essa sensação de falta. Um buraco.
Hoje vai passar por aqui um cometa. Claro que esta cidade maravilhosa está debaixo de chuva, assim é pouco provável que consigamos ver a estrela brilhante de calda. Mas a noticia dada no SPTV rememorou o dia do outro cometa, que eu já contei aqui. Minha mãe se lembrou que meu pai duvidou de que era o cometa mesmo, mas que ela viu sim. Esse era o jeito muito estranho deles se amarem, um sempre discordando do outro. Minha lembrança é um pouco diferente, na minha memoria ele acreditou sim que vimos o Halley. É que era uma imagem tão apagadinha que ele deve ter ficado meio decepcionado, mas minha lembrança bloqueou essa parte. Esse canto aqui eu dedico a relembrar coisas que guardo em meu coração, talvez uma parte delas seja enfeitada pelo meu amor e talvez isso torne tão linda e encantadora cada uma de minhas lembranças, talvez até mais lindas que o próprio fato. Penso que em meu coração existe um livro de historias, e de estorias, todas ávidas para habitar a imaginação do meu bebê e de quem mais quiser ler.
Já me despedi da barriga, mas minha riqueza anda com preguicinha de nascer. Estamos esperando. Domingo, dia 01, é aniversario da minha mãe. Vovó hoje disse: "quando é que eu vou ver a minha netinha? Se ela nascer domingo será o maior presente da minha vida!", quem sabe... Acho que meu pai ficaria meio enciumadinho, mas acharia graça. Continuamos aguardando que ela mesma decida chegar, claro que não esperaremos para sempre, mas nosso desejo é de que ela escolha a sua hora. Loucura? Antigamente ninguém programava parto. Meu paizinho ficaria orgulhoso de nossa atitude corajosa. Tomara que dê certo e mais, tomara que a bebê seja o presente da vovó. E mais, tomara que o vovô, de alguma forma nos abençõe, ainda que apenas na nossa imaginação e no nosso coração. Ele ficaria feliz e orgulhoso se estivesse aqui para segurar Luiza nos braços quando ela chegar...
Minha Luiza pode chegar a qualquer momento. Desde o dia 08 de fevereiro não estou mais sozinha em casa, tem sempre alguém comigo, disponível para qualquer emergência que até agora não aconteceu. Tudo bem, estamos no tempo certo. Minha mãe já está aqui há 12 dias, de prontidão para ajudar com as fraldas e mamadas e para cuidar da casa enquanto eu pego o jeito de ser mãe, dona de casa e esposa, tudo ao mesmo tempo. Sem contar na profissional, mas esta tirou licença por uns tempos, depois a gente pensa em como tudo vai se ajeitar.
Entra dia, sai dia, entra dia, sai... e o tempo todo essa sensação de que está faltando alguma coisa. Toda hora me bate uma lembrança de que tenho que ligar em casa pra dar noticias e perguntar como estão as coisas. Como minha mãe está comigo, fica essa sensação de que tenho que ligar pra ele, meu paizinho. Ai que saudade! Acho que o tempo nunca vai dar conta disso. A presença forte da Luiza torna a ausência dele ainda maior, minha riqueza que veio para ele partir. Penso todos os dias como Deus foi bom e generoso comigo me enviando essa riqueza, esse milagre, mas ainda assim fica sempre essa sensação de falta. Um buraco.
Hoje vai passar por aqui um cometa. Claro que esta cidade maravilhosa está debaixo de chuva, assim é pouco provável que consigamos ver a estrela brilhante de calda. Mas a noticia dada no SPTV rememorou o dia do outro cometa, que eu já contei aqui. Minha mãe se lembrou que meu pai duvidou de que era o cometa mesmo, mas que ela viu sim. Esse era o jeito muito estranho deles se amarem, um sempre discordando do outro. Minha lembrança é um pouco diferente, na minha memoria ele acreditou sim que vimos o Halley. É que era uma imagem tão apagadinha que ele deve ter ficado meio decepcionado, mas minha lembrança bloqueou essa parte. Esse canto aqui eu dedico a relembrar coisas que guardo em meu coração, talvez uma parte delas seja enfeitada pelo meu amor e talvez isso torne tão linda e encantadora cada uma de minhas lembranças, talvez até mais lindas que o próprio fato. Penso que em meu coração existe um livro de historias, e de estorias, todas ávidas para habitar a imaginação do meu bebê e de quem mais quiser ler.
Já me despedi da barriga, mas minha riqueza anda com preguicinha de nascer. Estamos esperando. Domingo, dia 01, é aniversario da minha mãe. Vovó hoje disse: "quando é que eu vou ver a minha netinha? Se ela nascer domingo será o maior presente da minha vida!", quem sabe... Acho que meu pai ficaria meio enciumadinho, mas acharia graça. Continuamos aguardando que ela mesma decida chegar, claro que não esperaremos para sempre, mas nosso desejo é de que ela escolha a sua hora. Loucura? Antigamente ninguém programava parto. Meu paizinho ficaria orgulhoso de nossa atitude corajosa. Tomara que dê certo e mais, tomara que a bebê seja o presente da vovó. E mais, tomara que o vovô, de alguma forma nos abençõe, ainda que apenas na nossa imaginação e no nosso coração. Ele ficaria feliz e orgulhoso se estivesse aqui para segurar Luiza nos braços quando ela chegar...
