Domingo foi nosso aniversário de casamento, seis anos. E que aniversário! Nos outros cinco saímos pra jantar, mas nesse, sair como? Não dá pra ter jantar romântico com o bebê nem dá deixar o bebê com a vovó porque ela ainda é muito pequena. O jeito foi comemorar em casa mesmo. Marido foi pra cozinha e preparou uma comida deliciosa. Foi almoço ao invés de jantar. Brindamos com um espumante, só um pouquinho, pois pode passar pro leite. Totalmente diferente dos outros aniversários, principalmente o ultimo que foi em grande estilo, com jantar especial no Terraço Itália e com direito a esticadinha em um M luminoso (vi essa expressão na TV e achei engraçada). Já estava grávida, mas ainda não sabia, que perigo, bebemos muito vinho, mas Deus protege quem está desavisado. Totalmente diferente, mas com certeza este foi o melhor aniversário de casamento que tivemos. Nosso presente estava ali, na nossa frente, conversando, brincando, reclamando, nos encantando. A vida se torna mais doce, mais bela quando se tem um filho. E nós, pais, ficamos ricos, muito ricos, então esse aniversario de casamento foi o mais farto também, pois estamos milionários. Um brinde à esta família linda que estamos construindo, que continua a saga de muita gente que veio antes, que propaga todo o conhecimento de gerações e que tem o objetivo de levar adiante todo o bem que vem sendo plantado em nossos corações e todo o amor que cresce, cresce, cresce...
segunda-feira, 22 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Aprendendo a dirigir.
Sempre quis aprender a dirigir, sempre tive loucura por carros, meu esporte preferido sempre foi a Formula 1, fui fãzézima do Senna e morri de chorar quando ele morreu.
Quando fiz 18 anos pedi ao meu pai pra tirar carteira de motorista e ele disse que eu era muito nova pra isso. Como não trabalhava, não tinha dinheiro, não tirei. Quando entrei na auto escola e cheguei em casa contando, meu pai me perguntou indignado se eu ainda não dirigia, ai que vontade de xingar que me deu, culpa dele, pensei, só pensei.
Quando entrei na faculdade meio que abandonei essa paixão por carros, detalhe: adoro Formula 1 sempre sonhei em dirigir um daqueles carros, a 200, 300km por hora, que delícia, sempre adorei velocidade. Mas minhas prioridades eram outras naquela época. E se tornaram outras quando me formei e foi sendo assim até que um dia tomei a decisão, a esta altura já estava com 28 anos. Aos poucos minha paixão por carros foi dando lugar a outras paixões que encontrei pelo caminho e fui perdendo minha familiaridade com eles, os carros, hoje sou uma mulher como outra qualquer, mas ainda sou capaz de perceber um barulho estranho no motor, habilidade adquirida na oficina do meu pai e sob sua orientação, nos anos em que ficava lá com ele o dia inteiro. Quanta saudade!
Então, com 28 anos enfim fui aprender a dirigir e de cara descobri que não seria assim tão simples. Quanto mais velho a gente fica, mais prudente, com mais medo. No primeiro dia de aula já saí dirigindo, uau, que máximo, não fosse a tempestade que caiu durante a aula. E o louco do professor me manda ir pra Avenida Indianópolis debaixo daquele temporal. Era tanta tensão que passei uma semana dolorida nos ombros e nos braços. E nos olhos, já que não enxergava nada com aquela chuva. Passadas as aulas, dia do exame, reprovei. Nem deu tempo de entender direito o que aconteceu e aquele monstro disse: pode seguir, você já reprovou. Ai, como doeu. Doeu tanto que por um bom tempo não quis nem saber de carro, dei-me por vencida. Passados uns meses, quase um ano, pensei que se não retomasse logo o processo ia acabar tendo que fazer tudo de novo, exame médico, prova escrita... troquei de instrutor e vamos lá de novo. No dia do exame estava tão nervosa que tive um piriri. Três vezes no banheiro antes de sair de casa e uma quarta na auto-escola. Aliás, quando enfim consegui chegar na auto-escola parecia um pesadelo, as mesmas meninas que reprovaram comigo no primeiro exame estavam lá, não sei como não voltei pra trás. E tinha uma fulaninha que falava pelos cotovelos, rezei pra ela ir pro local do exame no outro carro, mas ela foi comigo, era um pesadelo! Por Deus fui a primeira a fazer o exame, porque não tem coisa pior do que ver a galera saindo do carro triste, dizendo que reprovou. Chegando lá o mesmo delegado da outra vez, mas também por Deus ele estava colhendo assinaturas, quem fez meu exame foi uma mulher, não lembro o nome dela, mas lembro do seu rosto e rezo sempre pra que Deus a abençoe. Começa o exame, vamos bem até certa altura. Entra na baliza uma, duas vezes. Terceira e ultima chance. Pedi à delegada que me desse um tempinho e comecei a falar comigo em voz alta. É uma forma de organizar o pensamento. Depois comecei a rezar também em voz alta e fui embora. Ufa, consegui. Continuei o percurso, tive um errinho básico e no final da prova nem tinha coragem de olhar pro lado pra saber se tinha passado, até que de canto de olho vi um A. tomei coragem e perguntei: passei? Passou. Quase comecei a pular ali mesmo, era bom demais. O primeiro desafio estava vencido, sim, porque ter habilitação nem de longe significa dirigir.
Cheguei em Cambuí dirigindo e o povo perguntou se eu tinha comprado a carta, eu mereço isso?
Primeira vez que peguei o carro: semana entre o Natal e o Ano Novo, normalmente São Paulo está vazia e lá vamos nós até o Tietê buscar minha irmã e sobrinhos que vinham de Minas. Era tanto carro na Vinte e Três de Maio que em certa hora tive vontade de abandonar o meu ali mesmo e sair correndo e gritando. Que trauma! Pra piorar, o lado tirano de meu maridinho resolveu aflorar e ele me dava uma bronca atrás da outra, jurei nunca mais dirigir. Até tentei outro dia num percurso mais modesto, mas a briga foi tão feia que desisti mesmo. E foi assim por um mês. Depois de um dia muito infeliz no meu trabalho em Mogi das Cruzes, enquanto pensava na vida no percurso de 2 horas de trem até em casa, me veio o seguinte pensamento: eu e os filhos que desejava ter andando de trem, de ônibus, levando criança doente ao médico. Lembrei que essa sempre foi minha grande motivação pra superar meus medos e aprender a dirigir. Meu pai nunca teve carro, mas eu nunca andei de ônibus, ele sempre dava um jeito de conseguir um emprestado quando precisava ir ao médico. Foi o que bastou, tomei coragem e comecei a sair sozinha, sem marido do lado, porque homem acha que carro é pra macho. Até hoje, quase 5 anos depois, quando estou com meu marido, ele dirige, melhor assim, cada um no seu quadrado.
A primeira consulta do meu pai no oncologista aqui em São Paulo deixei o carro morrer na saída da garagem. Pra que, ele me crucificou dizendo que eu estava estragando a embreagem da quantum (na época eu tinha uma, ô carro ruim). Ah, desta vez eu xinguei, mas o fato é que eu estava tensa com ele ao lado, como eu disse lá atrás, homem acha que carro...
Foram tantas idas e vindas que com o tempo ele reconheceu que, apesar de sua não ajuda, me tornei uma boa motorista. Como ele dizia, virava São Paulo de cabeça pra baixo (pra gente do interior dirigir aqui é coisa do outro mundo) e parecia um peixinho. E o peixinho fez diferença na hora em que ele precisou. E também fez diferença pra mim sua doença, me vi fazendo coisas que jamais imaginei ter coragem, por exemplo, baliza com uma fila de carros buzinando atrás. Acredito que as coisas não são por acaso. Pensar na Luiza que eu queria ter me ajudou a cuidar do meu pai quando ele mais precisou e tudo isso foi e tem sido vivido por mim com muito amor e intensidade. Hoje me vejo carregando meu bebê no banco de trás, com todo o conforto, graças à paixão que nasceu lá atrás, na oficina do meu paizinho, entre brincadeiras e explicações de como funciona um carro.
Quando fiz 18 anos pedi ao meu pai pra tirar carteira de motorista e ele disse que eu era muito nova pra isso. Como não trabalhava, não tinha dinheiro, não tirei. Quando entrei na auto escola e cheguei em casa contando, meu pai me perguntou indignado se eu ainda não dirigia, ai que vontade de xingar que me deu, culpa dele, pensei, só pensei.
Quando entrei na faculdade meio que abandonei essa paixão por carros, detalhe: adoro Formula 1 sempre sonhei em dirigir um daqueles carros, a 200, 300km por hora, que delícia, sempre adorei velocidade. Mas minhas prioridades eram outras naquela época. E se tornaram outras quando me formei e foi sendo assim até que um dia tomei a decisão, a esta altura já estava com 28 anos. Aos poucos minha paixão por carros foi dando lugar a outras paixões que encontrei pelo caminho e fui perdendo minha familiaridade com eles, os carros, hoje sou uma mulher como outra qualquer, mas ainda sou capaz de perceber um barulho estranho no motor, habilidade adquirida na oficina do meu pai e sob sua orientação, nos anos em que ficava lá com ele o dia inteiro. Quanta saudade!
Então, com 28 anos enfim fui aprender a dirigir e de cara descobri que não seria assim tão simples. Quanto mais velho a gente fica, mais prudente, com mais medo. No primeiro dia de aula já saí dirigindo, uau, que máximo, não fosse a tempestade que caiu durante a aula. E o louco do professor me manda ir pra Avenida Indianópolis debaixo daquele temporal. Era tanta tensão que passei uma semana dolorida nos ombros e nos braços. E nos olhos, já que não enxergava nada com aquela chuva. Passadas as aulas, dia do exame, reprovei. Nem deu tempo de entender direito o que aconteceu e aquele monstro disse: pode seguir, você já reprovou. Ai, como doeu. Doeu tanto que por um bom tempo não quis nem saber de carro, dei-me por vencida. Passados uns meses, quase um ano, pensei que se não retomasse logo o processo ia acabar tendo que fazer tudo de novo, exame médico, prova escrita... troquei de instrutor e vamos lá de novo. No dia do exame estava tão nervosa que tive um piriri. Três vezes no banheiro antes de sair de casa e uma quarta na auto-escola. Aliás, quando enfim consegui chegar na auto-escola parecia um pesadelo, as mesmas meninas que reprovaram comigo no primeiro exame estavam lá, não sei como não voltei pra trás. E tinha uma fulaninha que falava pelos cotovelos, rezei pra ela ir pro local do exame no outro carro, mas ela foi comigo, era um pesadelo! Por Deus fui a primeira a fazer o exame, porque não tem coisa pior do que ver a galera saindo do carro triste, dizendo que reprovou. Chegando lá o mesmo delegado da outra vez, mas também por Deus ele estava colhendo assinaturas, quem fez meu exame foi uma mulher, não lembro o nome dela, mas lembro do seu rosto e rezo sempre pra que Deus a abençoe. Começa o exame, vamos bem até certa altura. Entra na baliza uma, duas vezes. Terceira e ultima chance. Pedi à delegada que me desse um tempinho e comecei a falar comigo em voz alta. É uma forma de organizar o pensamento. Depois comecei a rezar também em voz alta e fui embora. Ufa, consegui. Continuei o percurso, tive um errinho básico e no final da prova nem tinha coragem de olhar pro lado pra saber se tinha passado, até que de canto de olho vi um A. tomei coragem e perguntei: passei? Passou. Quase comecei a pular ali mesmo, era bom demais. O primeiro desafio estava vencido, sim, porque ter habilitação nem de longe significa dirigir.
Cheguei em Cambuí dirigindo e o povo perguntou se eu tinha comprado a carta, eu mereço isso?
Primeira vez que peguei o carro: semana entre o Natal e o Ano Novo, normalmente São Paulo está vazia e lá vamos nós até o Tietê buscar minha irmã e sobrinhos que vinham de Minas. Era tanto carro na Vinte e Três de Maio que em certa hora tive vontade de abandonar o meu ali mesmo e sair correndo e gritando. Que trauma! Pra piorar, o lado tirano de meu maridinho resolveu aflorar e ele me dava uma bronca atrás da outra, jurei nunca mais dirigir. Até tentei outro dia num percurso mais modesto, mas a briga foi tão feia que desisti mesmo. E foi assim por um mês. Depois de um dia muito infeliz no meu trabalho em Mogi das Cruzes, enquanto pensava na vida no percurso de 2 horas de trem até em casa, me veio o seguinte pensamento: eu e os filhos que desejava ter andando de trem, de ônibus, levando criança doente ao médico. Lembrei que essa sempre foi minha grande motivação pra superar meus medos e aprender a dirigir. Meu pai nunca teve carro, mas eu nunca andei de ônibus, ele sempre dava um jeito de conseguir um emprestado quando precisava ir ao médico. Foi o que bastou, tomei coragem e comecei a sair sozinha, sem marido do lado, porque homem acha que carro é pra macho. Até hoje, quase 5 anos depois, quando estou com meu marido, ele dirige, melhor assim, cada um no seu quadrado.
A primeira consulta do meu pai no oncologista aqui em São Paulo deixei o carro morrer na saída da garagem. Pra que, ele me crucificou dizendo que eu estava estragando a embreagem da quantum (na época eu tinha uma, ô carro ruim). Ah, desta vez eu xinguei, mas o fato é que eu estava tensa com ele ao lado, como eu disse lá atrás, homem acha que carro...
Foram tantas idas e vindas que com o tempo ele reconheceu que, apesar de sua não ajuda, me tornei uma boa motorista. Como ele dizia, virava São Paulo de cabeça pra baixo (pra gente do interior dirigir aqui é coisa do outro mundo) e parecia um peixinho. E o peixinho fez diferença na hora em que ele precisou. E também fez diferença pra mim sua doença, me vi fazendo coisas que jamais imaginei ter coragem, por exemplo, baliza com uma fila de carros buzinando atrás. Acredito que as coisas não são por acaso. Pensar na Luiza que eu queria ter me ajudou a cuidar do meu pai quando ele mais precisou e tudo isso foi e tem sido vivido por mim com muito amor e intensidade. Hoje me vejo carregando meu bebê no banco de trás, com todo o conforto, graças à paixão que nasceu lá atrás, na oficina do meu paizinho, entre brincadeiras e explicações de como funciona um carro.
sábado, 6 de junho de 2009
Tantas novidades podem dar a impressão de que esqueci minha dor. Pudera ser isso possível. Quando alguém morria meu pai dizia assim: "vamos esquecer". Acredito que era a forma dele lidar com ela, a morte, dizendo que ia esquecer a pessoa que partiu. E acredito que, se ele pudesse se comunicar, nos diria isso: "melhor esquecer". Como? Alguém sabe? Ver minha riqueza crescer só faz aumentar minha dor. Um sem número de histórias pra contar e cadê o vovô pra ouvir. Tristeza.
Terça fomos ao pediatra. Luiza já passou de 7 quilos, uau! Na volta pra casa comento com minha mãe que meu paizinho ficaria muito orgulhoso de saber que sua netinha está tão grandona. E ela completa: "é mesmo e ele sairia contando pra todo mundo, todo orgulhoso". Fico triste de pensar que a vida privou minha riqueza de viver essa emoção. Meu pai foi um homem apaixonado, intenso. Tinha o poder de transformar qualque bobagem num acontecimento grandioso, teria sido um avô formidável para minha princesa e imagino que ela seria também apaixonada por ele, assim como sempre fui. Sempre quis ser mãe e sempre imaginei como seria meu bebê e como seria nossa vida e nestas imagens sempre estava ele lá, levando meu bebê pra jogar pedrinhas no rio, claro, comigo do lado porque sou neurótica e morro de medo que alguém se machuque, como se eu realmente pudesse proteger meus amores de tudo. Que pena, não pude protegê-lo da morte, ela o levou. E agora estou eu aqui, cheia de saudades, vivendo um milhão de novas emoções a cada dia e sem poder dividir com ele. Que pena, que dor.
Faço uma pausa pra agradecer minha Lu, minha leitora assidua. Lu, seus comentários fazem este blog ter sentido. Você me deu a idéia, me incentivou e continua incentivando. Obrigada amiga querida, amo muito você e, olha, você longe tem sido mais presente na minha vida do que os que estão próximos. Você não tem idéia do quanto sua dedicação tem sido importante para mim, assim como sua amizade sempre foi, você sabe. Beijo no coração, meu paizinho teria gostado de você se a conhecesse. Luiza vai te adorar.
Terça fomos ao pediatra. Luiza já passou de 7 quilos, uau! Na volta pra casa comento com minha mãe que meu paizinho ficaria muito orgulhoso de saber que sua netinha está tão grandona. E ela completa: "é mesmo e ele sairia contando pra todo mundo, todo orgulhoso". Fico triste de pensar que a vida privou minha riqueza de viver essa emoção. Meu pai foi um homem apaixonado, intenso. Tinha o poder de transformar qualque bobagem num acontecimento grandioso, teria sido um avô formidável para minha princesa e imagino que ela seria também apaixonada por ele, assim como sempre fui. Sempre quis ser mãe e sempre imaginei como seria meu bebê e como seria nossa vida e nestas imagens sempre estava ele lá, levando meu bebê pra jogar pedrinhas no rio, claro, comigo do lado porque sou neurótica e morro de medo que alguém se machuque, como se eu realmente pudesse proteger meus amores de tudo. Que pena, não pude protegê-lo da morte, ela o levou. E agora estou eu aqui, cheia de saudades, vivendo um milhão de novas emoções a cada dia e sem poder dividir com ele. Que pena, que dor.
Faço uma pausa pra agradecer minha Lu, minha leitora assidua. Lu, seus comentários fazem este blog ter sentido. Você me deu a idéia, me incentivou e continua incentivando. Obrigada amiga querida, amo muito você e, olha, você longe tem sido mais presente na minha vida do que os que estão próximos. Você não tem idéia do quanto sua dedicação tem sido importante para mim, assim como sua amizade sempre foi, você sabe. Beijo no coração, meu paizinho teria gostado de você se a conhecesse. Luiza vai te adorar.
Palavra Cantada
Luiza ganhou um CD: Palavra Cantada - cantigas de roda. São cantigas de domínio público que nós cantávamos quando criança. A primeira vez que ouvi fiquei horrorizada, descobri que a natureza da Pombinha Branca é de preguiçosa. Como não achei auspicioso, abandonei as tais palavras cantadas. Mas, passado um tempo, sucumbi. E descobri que tais cantigas são como os refrões pegajosos da década de 80 (mamãe eu acho que estou, ligeiramente grávida ou você não soube me amar e outras que não lembro agora, ainda bem), colam na cabeça da gente. Agora fico o dia inteiro cantando "a barata diz que tem 7 saias de filó..." ou "lá em casa tem um galo, lá em casa tem um galo...", o que não se faz por um filho, não é! Acordo de madrugada com estas musiquinhas ressoando em minha mente e, sem perceber, me ponho a cantar. O pior é que fico imaginando a Luiza respondendo: "e o galo có có", já imaginou, que lindo. Ela está tão linda! Tão fofa! Tão esperta! Agora fica horas brincando e conversando com os amiguinhos do mobile. Presta atenção em tudo e interage, sorrindo, rindo alto, falando, batendo mãozinhas e perninhas, ai que gostoso. Agora mesmo ela está do meu lado me olhando. Se desvio o olhar, ela fica séria, se olho pra ela, ela abre aquele sorriso lindo que eu adoro. Nunca estive tão apaixonada em minha vida, como é bom amar. E se eu demoro a olhar, ela chama, um barato. A cada dia uma nova forma de se expressar, não existe coisa mais rica do que ver uma criança crescendo.
Aliás, ainda me encanto com o milagre. Nós mães temos alguma coisa de santa, sem pretensão. Duas meias células se juntam e viram uma pessoinha inteira, completa, um milagre. Depois, seu peito produz leite e a pessoinha infla feito um air bag (como disse um amigo), outro milagre. Como pode, é muito mágico, coisa de Deus e todas as mulheres escolhidas para fazer parte deste milagre tem um pouco de Maria, a mãe de Deus. Mesmo aquelas que não entendem essa riqueza toda. Mas Deus é mais e eu acredito que não dá pra passar impune por esta experiência. Agradeço a Deus ter sido escolhida. Tenho que ir agora, meu milagre está impaciente. Agora é assim, vivo pra ela em primeiro lugar. E lá vou eu de novo cantar outra musiquinha que vai ficar colada na minha cabeça pra agradar minha fofurinha. Depois eu volto.
Aliás, ainda me encanto com o milagre. Nós mães temos alguma coisa de santa, sem pretensão. Duas meias células se juntam e viram uma pessoinha inteira, completa, um milagre. Depois, seu peito produz leite e a pessoinha infla feito um air bag (como disse um amigo), outro milagre. Como pode, é muito mágico, coisa de Deus e todas as mulheres escolhidas para fazer parte deste milagre tem um pouco de Maria, a mãe de Deus. Mesmo aquelas que não entendem essa riqueza toda. Mas Deus é mais e eu acredito que não dá pra passar impune por esta experiência. Agradeço a Deus ter sido escolhida. Tenho que ir agora, meu milagre está impaciente. Agora é assim, vivo pra ela em primeiro lugar. E lá vou eu de novo cantar outra musiquinha que vai ficar colada na minha cabeça pra agradar minha fofurinha. Depois eu volto.
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