quarta-feira, 30 de junho de 2010

Umas e outras.

Copa do Mundo - quanta loucura! Eu costumava ser fascinada por Copa do Mundo. Até passei a entender um pouco da regra do jogo, sei até o que é impedimento. A primeira Copa de que me lembro foi a de 1982. Muitas de minhas novas amigas do fórum Mães & Amigas nem deveriam ter nascido neste ano, mas meu pai comprou uma TV novinha só para assistir à Copa (boa desculpa, boas promoções, naquela época já deveria ser assim). Minhas irmãs e suas amigas enfeitaram a rua com bandeirinhas verdes e amarelas. No mesmo dia o Brasil perdeu, não lembro pra quem, mas minha irmã do meio ficou tão decepcionada que quis retirar as inocentes bandeirinhas num acesso de raiva. No mesmo dia um caminhão com carga muito alta tratou de fazer o serviço. Confesso, com meus 5 para 6 anos não entendi muito bem porque tanta raiva, enfim. Quando o caminhão arrastou cruelmente as bandeirinhas fiquei triste, eram tão bonitinhas e eu fiz a maior festa com as meninas mais velhas enquanto elas faziam o serviço.
Em 86 foi a minha vez. O Brasil ia bem e eu ganhei uma camiseta com as cores da bandeira., a ditadura havia terminado. Não era tão linda quanto a que comprei pra Luiza, mas era legal. E no mesmo dia o Brasil perdeu. Chorei, chorei, gritei, quis queimar a camiseta e quase consegui, mas minha mãe me tomou o isqueiro antes que eu conseguisse enfim incendiá-la. E foi assim. Nunca achei que viveria pra ver o Brasil campeão. É, porque já passei dos 30, mas nasci depois do Tri. E aconteceu. Em 94 pirei. Ainda guardo o boné que comprei no dia do Tetra. Que emoção! E a gente gosta da vitória, sofri em 98 e vibrei em 2002. E acabou. Não consigo me lembrar de detalhes da última copa.

E esta? Bem, acho que estou me tornando uma velha chata e rabugenta. O jogo é no meio da tarde e às 8 da manhã já tem gente soltando rojão. Aff. E a correria? E o comércio fecha para não abrir mais. Ando achando tudo absurdo. Só na hora do jogo mesmo, aí o coração torcedor desperta. E se não ganhar? Tudo bem, em 2014 tem mais.

21/06/10 - Fizemos 7 anos de casamento. Bastante ? Já temos uma vida juntos. Unidos na alegria, tristeza, com grana, sem ela, com frio, com calor, com frieira (é, até nisso). É bom demais.

Melancolia - não sentia isso desde que tinha, sei lá, 18 anos? Pois hoje fiquei com vontade de entrar correndo em casa, me jogar na cama, agarrar o travesseiro e chorar sem motivo. Não o fiz, mas que deu vontade, ah, isso deu. Acho que essas noites mal dormidas e as noites não dormidas andam me deixando um pouco deprimida.

Melancolia - saudade do que não foi, do que não viveu, tristeza por uma perda sem ter perdido. Um sentimento, só isso.

Falar inglês - eu quero aprender inglês. Um mal professor no colégio me fez brigar com a língua, mas em 2001, quando estive na Irlanda, voltei a me encantar. Lá aprendi meia dúzia de frases que me fizeram sobreviver andando sozinha nas ruas de uma simpática cidadezinha às margens do River Shannon e defronte do Castelo, cenário do filme Coração de Dragão. Sonho bom, muito bom. Voltei com a promessa de enfim me entender com o idioma, mas de novo uma má professora me desviou do caminho. De lá pra cá me dediquei a fazer não as coisas que quis, mas as que precisavam ser feitas. E a vida segue. Ah, mas eu me casei, ufa, tinha um medão de ficar solteira! E me tornei mãe. Ah, essas duas coisas eu quis, muito! E fiz.

Michael Jackson - quando ele morreu fiquei de luto. Passei dias com um texto na cabeça, mas sem conseguir sentar pra escrever. Ele começava exatamente assim: "Estou de luto. Morreu Michael Jackson!" E aí passou tempo demais, achei que estaria fora de ordem, então não escrevi. Nesta segunda minha amiga Lu falou sobre ele em seu blog. Fiquei muito emocionada. Quis comentar, mas não consegui. Estava triste e magoada porque havia me esquecido de assistir ao documentário exibido pela Globo no domingo (era esse o mote para o post dela) e triste porque não chorei e nem gritei, mas eu o amava. Fez parte da minha infância. Enquanto minhas amigas desejavam assistir ao show da Madona, eu estava triste porque não tinha a menor chance de ir ao show dele aqui no Brasil em 91 eu acho. Mas me calei. Não contei a ninguém meu desejo, faz de contas que também queria ver a Madona. Lindas suas palavras Lu.

Confessando - eu amava Michael Jackson. Aprendi que deveria ficar quieta quando a coisa não era consenso, assim disfarcei muitas coisas apenas para não correr o risco de não ser aceita, ou de ser "zoada". E daí. Tem coisa que a gente gosta e pronto. Não sou fã de música sertaneja, mas acho linda a música Evidências do Chitãozinho e Chororó. E sei cantar. Eu ouço a Antena 1, adoro comédia romântica e há algum tempo eu adorava novela. É, eu ando mudando. Eu dançava na frente do espelho e ficava sonhando em ser uma grande bailaria. Eu sonhava mesmo era em dançar sobre patins, no gelo. Até ganhei patins de presente do meu marido, mas eles continuam guardados. E ficava sonhando com um palco, aplausos, luzes. Tentei tocar violão, me arrisquei a cantar no coral da escola, fui oradora da turma na formatura da oitava série, fiz aulas de jazz aos 11 anos, fiz aeróbica aos 13 e dança do ventre aos 23. Não nasci para ser artista. Hoje fico dançando na frente da TV com a Luiza e esses momentos resgatam uma alegria e uma Nívia sonhadora adormecida dentro de mim há tanto tempo... e com um diferencial: hoje danço na frente de qualquer um, e daí. Quando criança eu tinha vergonha.

Ser mãe - ser mãe me deu outra chance na vida, voltei pro útero, nasci. Dei meu primeiro sorriso, mamei no peito (eu não mamei no peito quando nasci), fiz meses, aprendi a sentar, a dar tchau, a bater palminhas, a ficar em pé, fazer 1 com a mãozinha, dizer papai, andar, dizer mamãe e continuo aprendendo. Agora vejo as coreografias e fico imitando, logo estarei cantando. E danço, danço, danço. É uma vida maravilhosa! Só não gosto quando meus dentinhos estão nascendo, ai como dói. Como é maravilhoso ser mãe.

Ser mãe - ser mãe também fez ressuscitar alguns traumas esquecidos no cantinho da minha memória e isso me dá vontade de fazer diferente, fazer mais e melhor, e tenho medo de não ser tão boa quanto desejo, mas isso já é outra história.

A Psicologia - teve um tempo que achei que podia salvar o mundo, que o seu mal estava nas raízes dos traumas e que uma boa psicoterapia operava milagres. Mas depois de muitas noites mal dormidas, uma boa conversa com espaço pra reclamar da vida até ajuda, mas a cura é simples: dormir. E como seria com a fome? Ando meio brigada com a Psicologia.

Coisas que amo - café, amo. E-mail, orkut, sms, tudo que me liga ao mundo enquanto estou exilada na minha doce vida de mãe, esposa e dona de casa. Um bom papo, melhor do que qualquer tecnologia. Abraçar, beijar, pegar na mão. Ouvir música, rir. Ver TV. Brincar. Como as pessoas se atrevem a fazer gangorras apenas para crianças? E os balanços, somos proibidos de sentar neles, uma injustiça. Escrever, ah, eu já estava com saudades.

O que me deixa inconformada - gente grossa, que não respeita seus limites. Tenho medo de não conseguir educar minha fofura para bem relacionar-se com nosso mundo.

Aniversário - vou fazer 34 anos. Se eu viver até os setenta, estou próxima de já ter vivido metade da minha vida, mas é estranho, não sinto assim. Nem o espelho me acusa desta forma. Apenas me assusto quando penso que poderia ser mãe de uma garota de 18 anos. Ufa! Que bom que fui mãe depois dos 30, isso me rejuvenesce, apesar da falta de bom sono. Depois dos setenta? Lucro. Só não quero viver demais, quem vive muito enterra muita gente. O suficiente para ter tempo de fazer algumas coisas que gosto apenas porque gosto. Ah, também quero ser avó.

Minha história - sabe uma cosia que nunca consegui entender? porque você não pode contar suas experiências com os ex para o atual namorado? Penso que se você vai viver comigo, precisa me conhecer por inteiro e isso inclui minha história, o que fui, o que vivi, onde estive e até quem beijei antes de você. Aí eu contava e recebia crises de ciúme de volta. Já foi, já passou, faz parte do que sou hoje e porque aconteceu, hoje as coisas são assim, ainda bem. A gente melhora com o tempo e com o que vive. Nossas vivências são como o carvalho para o vinho, sendo assim, acho que vou lançar uma campanha: converse com seu atual sobre suas experiências passadas tomando um bom vinho. Que tal?

Pra terminar - Não importa quantas histórias eu conte, quantas fotos eu mostre, quantas situações eu tente reviver, nunca conseguirei mostrar a minha filhinha o avô que meu pai seria. Triste, muito triste.

E é isso. Qualquer hora eu volto.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Já não sou mais a mesma.

Adorava novela. Hoje não consigo mais assistir, perdi a paciência e desenvolvi verdadeiro asco por vilões desde a Flora, daquela novela que eu já esqueci o nome. Aliás, poucas coisas consigo lembrar.
Estou numa nova fase da vida e confesso, apesar das dificuldades que andam muitas e todas novinhas em folha (nunca havia passado por elas antes), não tenho saudades de outros tempos. Isso é bom, sinal de que não sobraram arrependimentos.
Mas nem de longe sou a mesma e o que mais me incomoda nessa nova pessoa que me tornei é que não consigo mais sentar no sofá e relaxar se a pia estiver cheia de louça pra lavar, ou se o chão estiver cheio de migalhas de biscoitos. Disso eu tenho saudade, da leveza do não compromisso com essas coisas menores, chatinhas e que não mudam a nossa vida. Acho que é por isso que não consigo mais assistir novela. Teve um tempo na minha vida (já faz muito, muito tempo) que pra mim descansar era sinônimo de passar o domingo largada no sofá assistindo ao Faustão (argh, eca), nesse ponto acho que melhorei. A questão não é o que eu assistia e não assisto mais, mas o peso que a vida tem colocado sobre mim. Se não lavo a louça ela permanece lá, me esperando. Não que isso tenha mudado, mas vai faltar mamadeira limpa na hora de alimentar minha fofura. E dá pra relaxar diante disso? Eu ainda não descobri o caminho. Estou me tornando uma dona de casa daquelas chatas, que ficam arrumando tudo o tempo todo e confesso, não gosto disso.
Tem outro lado, claro, que é ver as coisas funcionando em perfeita harmonia, isso sim dá prazer. Eu, que sempre fui exigente ao máximo, realmente me delicio com as coisas que dão certo, mas queria achar um jeito de não sofrer tanto com aquelas que saem do esperado. Será que existe?


Tenho medo de morrer. Tenho medo de causar um sofrimento tamanho que traumatize minha linda para toda a vida. Meu marido me disse esta noite que se isso acontecesse ela superaria, apesar do sofrimento. Mas penso que não, a gente não supera a morte de pai e mãe, apenas se acostuma com o fato que não pode ser mudado, mas fica sempre a ausência, não importa quanto tempo passe. Então rezo e peço a Deus que me dê vida longa, para que minha riqueza possa sempre ter meus braços para correr quando a vida se tornar pesada demais. Não posso evitar seu sofrimento, mas quero estar sempre presente cuidando para que o fardo não pese demais.

terça-feira, 8 de junho de 2010

De repente... uma luz no fim do túnel.

Sabe quando tudo parece estar completamente errado, completamente fora de propósito e muito, muito longe do seu controle e de sua vontade? Sabe quando tudo o que você consegue enxergar diante do seu nariz é um emaranhado de coisas que não fazem sentido algum e mesmo quando você força os olhos não consegue enxergar nada adiante, caminho algum que possa ser trilhado? E mesmo que você se arrisque a entrar por uma porta qualquer e até encontre motivos para seguir adiante, vem um vento forte e te derruba, te arranca do seu propósito e de novo tudo se torna embolado e escuro? Mas eis que surge enfim a luz no fim do túnel. Para quem lê pode parecer bobagem, mas depois de ter passado uma semana do "cão", com uma gripe fortíssima, como nunca tive antes e mais, com a família inteira doente e aguentando "desaforos" de quem deveria estar ali pra ajudar simplesmente, a compensação: depois de dois longos anos minha calça não aperta mais minha cintura! E mais, aquele quadril enorme hoje não estava mais no espelho do elevador (eu queria dizer outra coisa, mas me propus a nunca usar palavras que podem ter sentido pejorativo em meu blog). É ou não é uma luz brilhante e linda no fim do túnel? De repente me pareceu que tudo vai melhorar e logo a vida vai encontrar outro rumo o qual ainda não sei qual é, mas já começo a gostar desse novo caminho! Assim seja!