Na segunda-feira da semana passada fui à igreja com meu marido assistir a um show de musica evangélica. No inicio do evento o músico fez uma oração pelas pessoas que estavam presentes no templo da Igreja Renascer quando o teto da mesma desabou e disse qualquer coisa sobre você sair de casa para orar e viver uma catástrofe destas. Imediatamente lembrei-me do Alexandre, porteiro do primeiro prédio em que moramos aqui em São Paulo e que foi assaltado na saída do culto, perdendo sua aliança de casamento. E atrás dele lembrei de um sem número de pessoas com as quais cruzei na vida e que nunca mais vi. Até aquelas que vi uma única vez, mas que de alguma maneira me afetaram com sua presença. E as que habitaram lugar de destaque em minha vida por um tempo, mas que ficaram pelo caminho. Dei-me conta de quanta gente a gente deixa pelo caminho e a vida segue. Lembrei-me da Telma, minha primeira terapeuta, e dela me dizendo que é dificil manter o contato depois que os alunos se formam (ela é psicóloga da UNESP, onde estudei) e da minha indignação com este comentário. Sempre fui aquele tipo de pessoa que faz de um tudo pra manter o contato. Ligo, mando e-mail, cartão de natal. Quem me conhece sabe disso. Mas mesmo eu, pessoa preocupada em conservar os afetos conquistados ao longo da vida, também sou atropelada pelos fatos da vida. Nos últimos anos foi tão difícil ver os amigos, de fazer esse "meio de campo". Teve gente que sumiu tão bem sumido que achei que tinha morrido, mas depois voltou. O lado muito legal de tudo isso é que muitas pessoas que encontrei pelo caminho, ainda que de longe, eu continuo carregando comigo, nas minhas lembranças e participando da minha vida, ainda que apenas por e-mail, ou pelo orkut, ou ainda pelo blog. Penso que até o presente momento valeu muito a pena viver apenas pela quantidade de amigos de qualidade que conquistei.
Lembrei também hoje dos médicos, enfermeiras, pessoas que por um tempo foram da família, presentes num momento tão delicado, mas que também ficaram pelo caminho. Deu vontade de saber como estão, se realizaram seus sonhos e vontade de dizer que às vezes dá saudade daquele carinho, daquela dedicação. Mais ou menos um mês depois do falecimento do meu pai eu estive lá para levar os doces de leite que ele tanto falou em dar de presente para a enfermeira Lúcia, que era "como uma mãe" pra ele. Foi tão difícil entrar lá e rememorar tudo aquilo que penso que não terei mais coragem. Nem quis esperar pelos médicos, aliás, fui numa hora em que sabia que seria dificil encontrá-los lá. Depois de três meses de internação você fica craque na rotina do lugar, nem sei se eles gostaram dos doces. Também levei o queijo que o rapaz do estacionamento me pediu, pra ele sim entreguei pessoalmente, parecia uma criança no natal de tão feliz. Valeu a pena. Toda essa gente, assim como tantas outras pessoas são quadros vivos na parede da memória. Não sei se lembram-se de mim e de minha família, se pensam nisso, mas sempre terão um lugar de destaque nas minhas historias e sempre habitarão meus sinceros desejos de vida longa, saudável e prospera, que Deus os abençõe sempre. Cada uma destas pessoas foram como balsamo que alivia a dor da ferida na nossa vida. Pensava eu que quando meu pai se curasse voltaríamos muitas vezes lá levando doces e este momento difícil se transformaria numa amizade sincera. Mas sincero é o sentimento que ficou e sempre vai estar por aqui.
Agora que a Luiza já está quase nascendo tudo isso tem voltado com muita força, como se dentro de mim um balanço estivesse sendo feito. Aquela coisa de ano novo vida nova, a gente faz um exame de consciência, resgata algumas promessas não cumpridas, refaz e faz outras e promete que a vida será diferente. No meu caso, mesmo que eu não cumpra promessa alguma, a vida será diferente. Não tem como não ser. Tem uma coisinha fofinha crescendo dentro de mim que logo chega cheia de personalidade e vontades. Aliás, desde que ela chegou aqui dentro a vida já não é mais a mesma.
Penso que todas as lembranças estão mais vivas agora para que possam ser arquivadas enfim no lugar certo, abrindo espaço pras novas experiências que em breve virão aos montes. Que venha então Luiza, estamos quase prontos, só faltam alguns detalhezinhos para receber essa delicia de presente que Deus nos mandou quando resolveu que era hora de chamar de volta meu paizinho lindo.
Novas pessoas virão e partirão, e a vida segue, como tem que ser...
Lembrei também hoje dos médicos, enfermeiras, pessoas que por um tempo foram da família, presentes num momento tão delicado, mas que também ficaram pelo caminho. Deu vontade de saber como estão, se realizaram seus sonhos e vontade de dizer que às vezes dá saudade daquele carinho, daquela dedicação. Mais ou menos um mês depois do falecimento do meu pai eu estive lá para levar os doces de leite que ele tanto falou em dar de presente para a enfermeira Lúcia, que era "como uma mãe" pra ele. Foi tão difícil entrar lá e rememorar tudo aquilo que penso que não terei mais coragem. Nem quis esperar pelos médicos, aliás, fui numa hora em que sabia que seria dificil encontrá-los lá. Depois de três meses de internação você fica craque na rotina do lugar, nem sei se eles gostaram dos doces. Também levei o queijo que o rapaz do estacionamento me pediu, pra ele sim entreguei pessoalmente, parecia uma criança no natal de tão feliz. Valeu a pena. Toda essa gente, assim como tantas outras pessoas são quadros vivos na parede da memória. Não sei se lembram-se de mim e de minha família, se pensam nisso, mas sempre terão um lugar de destaque nas minhas historias e sempre habitarão meus sinceros desejos de vida longa, saudável e prospera, que Deus os abençõe sempre. Cada uma destas pessoas foram como balsamo que alivia a dor da ferida na nossa vida. Pensava eu que quando meu pai se curasse voltaríamos muitas vezes lá levando doces e este momento difícil se transformaria numa amizade sincera. Mas sincero é o sentimento que ficou e sempre vai estar por aqui.
Agora que a Luiza já está quase nascendo tudo isso tem voltado com muita força, como se dentro de mim um balanço estivesse sendo feito. Aquela coisa de ano novo vida nova, a gente faz um exame de consciência, resgata algumas promessas não cumpridas, refaz e faz outras e promete que a vida será diferente. No meu caso, mesmo que eu não cumpra promessa alguma, a vida será diferente. Não tem como não ser. Tem uma coisinha fofinha crescendo dentro de mim que logo chega cheia de personalidade e vontades. Aliás, desde que ela chegou aqui dentro a vida já não é mais a mesma.
Penso que todas as lembranças estão mais vivas agora para que possam ser arquivadas enfim no lugar certo, abrindo espaço pras novas experiências que em breve virão aos montes. Que venha então Luiza, estamos quase prontos, só faltam alguns detalhezinhos para receber essa delicia de presente que Deus nos mandou quando resolveu que era hora de chamar de volta meu paizinho lindo.
Novas pessoas virão e partirão, e a vida segue, como tem que ser...
