terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Eu vou!

Eu vou, vou mesmo, fechar a porta na cara da bagunça, logo, logo, vocês que me visitam vão saber.

Lu, minha querida amiga, eu te amo. O que me aflige é exatamente a bagunça não ter "perninhas", eu a ignoro, mas ela fica me esperando pacientemente, aff!!!

Comecei os preparativos pro aniversário de dois aninhos da Luiza. Desta vez serão duas festas. Três na verdade: uma na escola, a festa oficial em buffet e um bolinho aqui em casa no dia. Quem me conhece sabe que para mim aniversário sem festa é como ano que não foi vivido e a vida é para ser celebrada, comemorada, aplaudida, viva!, sempre! E eu gosto assim, muitas festas todo ano. E já decidi: este ano comemoro o meu também, mesmo que a onda de doenças e velórios teime em continuar, afinal novos ventos andam soprando sim, eu sinto, embora ainda não tenha conseguido ver de onde vêem.

Claro que andei carregando uma nuvenzinha preta em cima de mim por uns tempos, mas ela ja se dissipou. A coisa maravilhosa é que nuvem alguma foi ou será capaz de ofuscar o brilho da presença da Luiza em minha vida. Celebrar todos os dias sua chegada, sentir o encanto a toda hora de vê-la crescer, minha vida se encheu de luz quando soube de sua chegada, quando soube que a princesa que com quem sempre sonhei estava a caminho. E eu não me enganei, ela é de fato uma princesa linda, perfeita!

E agora a minha amiga Lu está grávida. Com toda essa loucura de vida que ando vivendo ainda não havia tido tempo de vir aqui contar a emoção que senti ao saber de sua gravidez. É que ela é uma amiga de longa data, ao lado de quem estive nos meus momentos de maior conflito e crescimento, uma companheirona e tanto, minha irmã de alma e coração. Então vou ser TIA!!! E vou ser tia da Salomé, uma menina, linda, única, especial como a mãe. Ah, minha amiga está perdida, porque Salomé já vai nascer predestinada ao sucesso e coração de mãe é coração de mãe e pronto. Querida, como eu ando querendo te abraçar, como você mora longe!!!!
E longe, longe, grávida e ocupada ela sempre encontra tempo para me dizer a coisa certa, minha grande incentivadora. Aliás, este blog foi ideia dela. E eu que ando sendo uma tia tão relapsa, tão ocupada com minha bagunça aqui.

Lu, estou muito feliz por vocês, cê nem sabe o quanto!

Ah, mas eu garanto a mim mesma e a quem de alguma forma ainda acredita em mim, isso vai ter fim!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ponto de brigadeiro.

Hoje fiz bolo de cenoura com cobertura de chocolate, huuummmm. Mas existem vários tipos de coberturas e hoje enfim, depois de muito tempo, fiz a minha tradicional, cremosa feito brigadeiro mole, mas sem leite condensado, só com leite. Coloquei pouco açucar e chocolate em pó no lugar de achocolatado. Tudo de bom! Enquanto mexia a cobertura no fogo nos momentos finais, até dar o ponto, nossa, quantas lembranças...

Nunca vou me esquecer do dia em que a Ligia e a Vânia, duas colegas da pensão em que vivi no inicio da faculdade, resolveram fazer brigadeiro para levar a uma festa. Elas desligaram o fogo tão logo deu aquela primeira engrossada, mas ainda bem longe do ponto de brigadeiro. E ficavam repetindo que ao esfriar enrolaria. Ledo engano. Eu, com essa minha mania de meter o bedelho onde não fui chamada quando o assunto é ajudar, fui lá, primeiro convencê-las de que daquele jeito só pra cobertura e depois, vai eu mexer o dito cujo até dar enfim o "ponto". Pensa que comi o brigadeiro? Nem unzinho. Às vezes ainda me espanto com o ser humano, seu egoísmo, sua sordidez. Estou já quase na metade da minha vida e ainda preciso aprender a viver. Acredito, confio, me entrego e me dou mal, simples assim. Não que eu deseje ser assim também, mas um pouco de reserva não faz mal a ninguém, não é? Chego lá, quem sabe...

Estamos nos recuperando de uma cirurgia, digo nós, mas foi o Adriano que se submeteu a uma cirurgia para tratar uma sinusite crônica. Ô coisa chatinha, estou morrendo de dó dele, não é nada assim tão cruel, mas o pós operatório é um incômodo só, ainda bem que os dias andam voando, ao menos para mim.
Depois que passei pelo estágio de psiconcologia na faculdade lidar com questões de saúde para mim perdeu o mistério, do medo de sangue me sobrou a valentia, mas desta vez, sei lá. Acho que depois que vi meu pai morrer e principalmente depois que achei que eu iria morrer fiquei patife. Ainda no telefone ouvindo o médico me dizer o que havia sido feito já me embrulhou o estômago. Depois que o marido voltou pro quarto senti minhas pernas amolecerem várias vezes e meu esforço foi grande para dar conta daquele momento, eu costumava tirar de letra. Cheguei a desistir de ter outro filho só para não ter que entrar em um hospital de novo. Ainda bem que o amor é maior e tudo vence. E Deus, que está no controle de tudo. Com tudo isso estou muito cansada, sem tempo, um pouco enlouquecida também, a bagunça me tragou, me engoliu e eu teimo em não sucumbir, continuo lutando bravamente embora muitas vezes inutilmente. Sabe no que ando pensando? Dia desses vou passar por aquela porta, vou fechá-la, trancar mesmo a bagunça do lado de dentro, enquanto me aventuro lá fora. Acho que ando passando tempo demais aqui dentro. Talvez meu brigadeiro já tenha passado, e muito, do ponto.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Cenouras, maçãs e bolacha maisena.

Ontem fiz a mamadeira da Luiza e ficou um pouco quente. Fui esfriá-la embaixo da torneira aberta. Meu pai esfriava as coisas assim. Acho que todo mundo faz isso, mas ontem quando era eu nesta cena a imagem dele na mesma cena me veio muito forte. E tem sido assim esses dias. Na segunda enquanto descascava cenouras, ele adorava cenouras e dizia ser bom pra pele e pros olhos. Na semana passada quando comprei maçãs apenas porque senti seu cheiro doce, ele também adorava maçãs. E o que dizer das bolachas maisena? Era o café da manhã dele, sei lá porque razão ele não comia pão, não gostava. Manias do Seu Anizio. Também as comprei para a Luiza, criança gosta de bolacha e acho esta uma opção não tão ruim, melhor que as recheadas, enfim. Você pensa que o tempo vai abrandar sua saudade e não, não abranda. Ao contrário. Aos poucos sua lembrança vai aparecendo em cada coisa que se faz, ou se vê. Nos objetos, nas expressões dos seus, nas histórias que se conta e se ouve. Do mais absoluto nada ele aparece, a saudade aparece e a lembrança forte de algo já visto ou vivido volta como se tivesse acabado de acontecer. Acho que sentir saudades de quem já partiu é assim.

Amanhã será seu aniversário de nascimento: 78 anos. Ele diria: olha que beleza, 78 anos! Assim, assim.

Acabo de falar ao telefone com minha amiga que também perdeu seu pai e ela me contou que sua mãe vai vender a casa. Senti uma tristeza por esta noticia... é que a gente cresceu por lá e quando o pai dela partiu era como se eu novamente estivesse me despedindo do meu. Aí ela me disse assim: precisa começar um ciclo novo. É, eu tenho mesmo muita dificuldade de me despedir das coisas, preciso do meu tempo de luto e ele não é pequeno. Queria ligar pra mãe dela e dizer a ela que, como assim ela vai vender nossa casa sem nos consultar? E toda nossa história como fica? E onde a molecada vai se hospedar no carnaval? É, porque o pai desta amiga sempre cuidou para que sua casa fosse nossa também e sempre abrigasse qualquer um que precisasse de um lugar pra se esticar depois de uma balada e foi por isso que eu passei boa parte da minha adolescência dormindo lá nos fins de semana. Meu pai e minha mãe se alegravam em saber que estaria em segurança e que não voltaria sozinha pra casa, assim me deixavam sair. Claro que na nossa época éramos eu e ela e talvez mais uma menina. Mas quando chegou a vez de seus irmãos mais novos, aaaahhhh, casa mãe joana é pouco pra descrever. Ainda bem que nessa época eu já tinha autoridade para voltar pra minha mesmo, senão... era muita gente, muitos churrascos, muita bagunça, que delicia!

O pai dela faz aniversário no domingo. Faziam aniversário quase no mesmo dia, morreram da mesma doença, minha amiga sempre foi minha irmã, mas o meu pai, embora sentisse muita alegria em receber os amigos em casa, talvez por ser mais velho, não sabia fazer as mesmas coisas. Aliás, penso eu que me permitir dormir na minha amiga era uma forma dele ser avestruz, melhor não saber a que horas sua menininha volta pra casa. Era um pai avô, velho demais pra participar de certas coisas. Eu o perdôo por isso, ele foi perfeito em quase tudo e naquilo que era demais para sua compreensão ele apenas me deixava seguir, às vezes muito contrariado, e ainda assim pude fazer o que eu quis.

Poxa, o pai da minha amiga já nos fez o favor de cobrir a piscina sem nos consultar e agora a mãe dela vai vender a casa? Eu entendo. A vida segue mesmo quando a gente não quer e certos rituais são necessários para que a gente consiga seguir também.

Sabe o lado muito bom de tudo isso? Temos tantas e tão engraçadas histórias pra contar, fomos felizes.

E ela me contou também das outras coisas boas que andam acontecendo, Deus é bom, nos conforta, nos ajuda a seguir sempre em frente e vamos levando, lembrando do momentos importantes, celebrando as datas importantes, reparando e percebendo quantas heranças ficaram daquele que tanto nos amou.

Tem uma coisa que gosto sempre de lembrar: foi meu pai que me ensinou a ter amigos assim, ele tinha amigos assim. E acho que nisso também meu pai e o pai de minha amiga se parecem. Então o que posso dizer aos nossos pais neste momento? Se estivessem aqui desejaria a eles um ótimo aniversário, muita, muita saúde e muitos anos de vida. Que pena...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Mulheres de 30.

Quando nasce um filho você não o imagina fazendo 30 anos, uma filha então... Quando criança mulheres de 30 já eram "coroas", termo usado para se dizer "passada da idade". Logo finda minha primeira metade de 30, farei 35 este ano, e sempre me pego tentando adivinhar a idade das moças por aí, penso que são mais velhas que eu e logo me assusto quando penso que elas podem ter por volta de 35 e constato ser esta a minha idade. Que fazer? Fico me olhando no espelho à procura destes anos, ainda enxergo uma pessoa com uma "cara" mais jovem, ao menos mais jovem do que aquele lugar comum das coroas dos meus tempos de criança. Será? Agora à pouco mesmo, no almoço, o casal da mesa ao lado abordou-me perguntando se o nhoque estava bom. Depois uma ou duas frases me peguei tentando adivinhar a idade daquela mulher. Sei lá, ela me pareceu mais velha do que eu, mas talvez tenha a mesma idade. Coisa estranha...

Meu pai tinha um jeito bonitinho de lembrar dos aniversários, ele dizia há 30 e tantos anos, e contava a história do nascimento. Que diria ele ao ver sua caçula fazer 35 anos? Já? É, talvez ser mãe de uma menininha pequena me faça mais jovem. A mulher do restaurante também é mãe de uma menininha, mas alguns anos mais velha que a minha. Ponto para os costumes surgidos nos tempos de hoje que nos obriga a sermos uma centena de coisas antes de nos tornarmos mães. Isso é ruim? Penso eu que não. Ser mãe depois dos 30 me possibilitou bem viver todos os anos que antecederam este fato único de minha vida, nos quais tratei de correr atrás de meus sonhos e de ser feliz. Deu certo! Acho que posso dizer sem sombra de arrependimentos que eu cheguei lá! Mesmo com todas as crises, mas quem não as tem?

Hoje logo cedo colocamos o CD do Balão Mágico pra Luiza ouvir e na música Se Enamora me lembrei que sofri por amor pela primeira vez aos 8 anos de idade. Um pouco cedo, não? Talvez eu de fato tenha nascido com uma alma velha. Meu primeiro amor se chamava Laurence e era amiguinho da escola. Nas férias eu senti uma saudade sem fim do meu primeiro amor platônico. Nós crescemos e ele virou motorista de ônibus. Algumas vezes cheguei a viajar com ele conduzindo meu ônibus e depois destes anos todos ele não tem mais nada daquele garoto de 8 anos que me encantou. A infância tem isso de fantástico, não há diferenças. Sempre olho na rua as pessoas daquela época e me assusto às vezes com que vejo, com o rumo que muitas vidas tomam e como muitas delas nada tem a ver com a minha. Fico feliz por ter tomado rumo diferente e me entristeço por saber que nem todo mundo teve o mesmo destino.

Ah, a música do meu primeiro amor era "Doces Beijos", do Menudo, embora nunca tenha havido beijo de fato, só nos sonhos de uma criança apaixonada. Não me lembro como eram esses sonhos e sofri um pouco pra lembrar da música, mas me lembro do dia que ele foi lá em casa com a mãe dele encomendar uma roupa pra minha mãe (que era costureira), e eu fiquei me fazendo de difícil no quarto. Só o vi de longe. Deste amor isso foi tudo o que restou.

E vieram outros amores, reais, imaginários, tocáveis, intocáveis. Tenho cá pra mim que apaixonar-se e sofrer por amor é que dá a verdadeira graça pra vida. Ainda que isso seja só por um tempo da vida, já todos nós busca por estabilidade, por uma chão firme pra pisar, segurança pra comprar uma casa, construir uma família. Depois de "certa idade" viver o fervor de uma paixão é por demasiado arriscado. Sei lá. Jogar-se numa paixão e trancar-se no quarto enquanto morre de chorar porque não deu certo é pra quem não tem conta pra pagar nem tem ninguém que dependa de si. Às vezes sinto uma saudadezinha pequenininha de me jogar na cama e ficar lá enquanto as horas passam. Não consigo mais.

Foram bem vividos e já são quase 35. E que venham os próximos, quanto mais melhor, porque a cada ano uma montanha de histórias vão sendo construídas para depois virar, quem sabe, um livro, um blog, uma herança. Só uma coisa realmente me assusta: com os anos fico cada vez mais parecida com minhas irmãs, com minha mãe. Às vezes penso que estou perdendo minha identidade...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Estou me reconectando ao mundo!

Deus fala com a gente de formas inusitadas, nas horas em estamos distraídos e despretensiosamente pegamos aquele livro, ou entramos na net, ou ligamos a TV, ou saímos à rua, enfim. E Ele sempre manda a mensagem certa, a carga de energia certa para nos religar a Ele e nos indicar o caminho. Ele falou comigo e depois de um longo tempo senti que de fato não estou só, e seja qual for o caminho para o qual Ele está me enviando, chegarei lá.

Hoje fui trabalhar e pela primeira vez em dois anos inteiros senti que de fato estou pronta para voltar. E a consciência tranquila e o coração mais forte do que nunca. Ainda não sei ao certo para onde vou nem o que vou fazer, mas sei que dará certo.

E eu sempre soube que seria assim, que meu coração saberia a hora certa de mudar o rumo, sem pressões, sem pressa. Como eu sempre soube que realizaria meus sonhos, que faria minha faculdade, compraria minha casa, teria meus filhos e que tudo aconteceria da melhor forma, eu sempre soube. Assim como eu sei hoje que logo iremos pra uma casa maior e nossa seguirá adiante. Como eu sei? Apenas sinto. E esse sentimento vem Dele, mesmo sendo eu filha desobediente e desgarrada, Ele nunca me abandona.

Novos ventos estão soprando, posso sentir o cheiro de coisa nova. Ou sou eu que estou me tornando uma nova pessoa? Começo a planejar a outra metade de minha vida. Não com coisas concretas, viagens, aquisições, mas com legado de amor que pretendo deixar quando desta me despedir. Se vou envelhecer, quero que seja da maneira mais interessante possível. Já comecei a me maquiar, voltei a ler, quero me vestir bem, porque minha alma há pouco atormentada por uma angústia sem fim, nesta noite se redescobriu bela, e forte, e foi assim que me senti hoje ao abrir os olhos embalada pelo doce som da voz de minha riqueza me chamando: mamãe, mamãe. Estou viva. Estou pronta!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Divulgando Sorteio do Conexão Flávia.

2010 que foi um ano bem penoso reservou-me algumas surpresas, coisinhas especiais que Deus coloca na vida da gente para nos mostrar outros lados da vida que não só àquele escuro que teimamos ficar contemplando. E uma destas surpresas foi fazer Amigas Virtuais (eu é que não sabia que isso era possível).

Então fiz algumas bem especiais e uma delas é a Flávia, do Conexão Flávia e Baú de Tesouros, que se tornou uma amiga querida, sempre me escolhe para desafios fofinhos embora nem sempre eu corresponda (não por mal, tá, Flavia, às vezes o tempo me engole) e que sempre comenta meus textos com palavras de atenção e carinho, palavras hoje muito esperadas por mim.

E dentro deste mundo virtual, qual não é minha surpresa em saber que se pode ganhar presentes lindos, ah, eu ainda vivo no tempo da máquina de escrever (rsrsrsrs), nem tanto, mas tudo isso é muito novo para mim.

Então, se você que passa por aqui, ler este post, sugiro que vá lá conferir o super sorteio que a Flávia está promovendo, de um super kit de verão, lindo, eu quero, até fiquei na dúvida se deveria divulgar, afinal aumenta a concorrência rsrsrs, mas sorte é sorte . O link é esse aqui e tem todas as instruções. E aproveite para passear pelos textos também que são uma delícia de ler. Boa sorte!