quinta-feira, 17 de março de 2011

E foi assim... Novidade. Pequenos grandes momentos.

E foi assim...

A festa foi linda! Ando com o coração cheio de alegria, orgulho, satisfação. Fui abençoada com um anjo em minha vida, uma anjinha linda, simpática e educada, que mais posso querer desta vida?

Chegamos no buffet e ela ficou assim, meio arredia, como de costume, com medo de brincar. A festa começou e logo ela desapareceu da minha vista. Sempre que me preocupava, olhava e ela estava lá se divertindo. Cuidei dos convidados, chequei se todos estavam bem, o tempo voou. Voltamos pra casa carregados de presentes e muito eufóricos com tudo. Uma soneca, abre um tanto de pacotes, uma birrinha básica pra dormir, afinal, com tantos novos brinquedos nem eu queria dormir. Acorda depois de uma horinha, dorme de novo e me vem a angústia: eu perdi a festa! Estava tão ocupada garantindo que tudo saísse bem, que brinquei só um pouquinho com minha anjinha! Ai que dor que me deu! Tudo bem que o ponto alto da festa foi quando me joguei na piscina de bolinhas e brincamos muito, mas na maior parte do tempo a Luiza estava lá e eu para lá e para cá, não parei. No dia seguinte, ainda triste, liguei para minha mãe e perguntei se ela havia visto a Luiza brincar. Ela me respondeu assim: ela é simpática , deu atenção para todo mundo! E se divertiu a beça, estou certa disso. Já passou quase uma semana e ela continua eufórica e feliz. Sim, sem sombra de dúvida esse foi o melhor aniversário da minha vida! Que venham os próximos!
Minha angústia passou, acho que meu papel de mãe é esse mesmo, garantir que tudo seja perfeito para que ela seja feliz, não é?

Novidade.

Volto a trabalhar na segunda feira. Para o antigo emprego, na Prefeitura da minha cidade, de onde estou afastada há 4 anos. Venceu minha licença e, não podendo mais prorrogá-la, resolvi me arriscar. O lado ruim fica por conta das viagens, toda semana, para o interior de Minas (2 a 3 horas de viagem). O lado bom: ah, tem uma lista. Luiza vai comigo e minha mãe cuida dela enquanto trabalho. Se vai dar certo? Não sei. Mas penso que este é um bom recomeço, sem pressão, sem uma busca angustiante, sem nãos. Uma forma de dar o primeiro passo de volta pra rua, pro mercado de trabalho. Penso que não será para sempre, mas pode ser a ponte para o futuro. O lado muito bom: segunda-feira quando saí com a Luiza para viajar fechei a porta, a bagunça toda do lado de dentro e eu do lado fora. No caminho até Cambuí desisti dessa loucura várias vezes, não foi fácil, mas voltava atrás toda vez que me lembrava dela me esperando aqui, então me enchia de força e seguia adiante. Quarta é dia da diarista, então quando voltei estava tudo cheiroso e arrumado, meu fardo ficou imensamente leve. Não sei se é o certo, não por mim, mas por Luiza, ela estranhou e sofreu um pouquinho com a mudança, mas fiz e estou fazendo isso por mim. Depois de 2 anos comecei a ficar neurótica demais dentro de casa, precisava sair. Ainda que ela sofra um pouco, acredito, será melhor para ela também ter uma mãe menos "louca". E estou animada em voltar a ter meu dinheiro, só meu, isso sim é que é coisa boa. Com relação ao trabalho, estou insegura, dei-me conta de que não atendo um paciente como aqueles desde que me afastei, estou enferrujada, mas deve ser como andar de bicicleta, assim espero.

Pequenos grandes momentos.

Não conheço alegria maior do que ver minha fofura crescer. Sou coruja sim, babo mesmo, ela é linda, especial e é minha, minha riqueza. Hoje a levei para fazer seu RG. Ela adorou, comportou-se feito mocinha, cumprimentou as pessoas, adorou sujar os dedinhos para as impressões digitais, sorriu, agradeceu, deu tchau. Por onde passava arrancava olhares e sorrisos de todos os lados e eu, mãe boba, ria, sorria, ria. Depois a levei na Praça da Sé, só uma passadinha porque tive medo de estar só com ela e algo nos acontecer, mas deu para ver o espelho d'água, a fonte , a catedral. E ela? Ah, como é especial minha filhinha. As mínimas coisas tomam ares de grande evento na forma em que ela vivencia cada uma delas. E como é espirituosa. Assim, minha vida se tornou uma grande festa, recheada de surpresas, de alegria, de coisas fofinhas. Na volta ela estava toda feliz e saltitante isso porque ela nem sabe ainda o que significa ter RG. Isso é que é mágico, não importa o que, tudo é único e especial na vidinha dela e na minha. Só posso ser muito feliz. E tenho dito.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Tudo me lembra você...

Fomos ao mercado na terça-feira no fim da tarde, eu já cheia de fome. Depois de abastecer a casa e evitar certos corredores, topei com uma goiabada. Huuummm, isso a Luiza pode comer (porque não leva leite na receita). Meu pai fazia goiabada, tinha me esquecido. Senhor entendedor do tempo e amigo da natureza, ele sempre sabia em que época colher o quê e onde achar as mais deliciosas frutas, perdidas por aí, disponível a quem quisesse levar sem roubar dos passarinhos e dos outros animaizinhos que delas dependiam para viver. Frutas com fartura, "perdendo no pé", como se diz por lá. E ele as colhia e trazia para casa. Aliás, se alguém me ensinou a generosidade nesta vida foi ele com suas atitudes nobres e admiráveis. E ele colhia goiabas e fazia o doce. Quando deixava no ponto de comer de colher, ai que delícia. Mas quando inventava de dar o ponto de corte, ai ai, na hora ficava bom, mas depois ficava meio duro, meio grudento (goiabada é assim mesmo), ficava difícil comer depois de um tempo. Ainda me lembro bem daquela forma de bolo com goiabada meio pela metade já por dias a fio na geladeira. Depois de um tempo só ele comia. Meu pai tinha desses exageros, fazia muito e a gente enjoava, aí ele ficava um tanto de tempo mandando a gente comer porque era gostoso. Doce lembrança...

E tem sido assim, tudo me lembra ele, tudo me lembra você...

Os dias vão passando e quem já viveu vira uma sombra, a gente se habitua e a presença vai ficando embaçada, a imagem. Eu todos os dias conto coisas a ele, quero contar coisas a ele, histórias de Luiza para o vovô. Ai como dói não poder fazer isso pessoalmente. É que as sombras, as imagens embaçadas não são boas ouvintes nem interagem muito. Que fazer?...

domingo, 6 de março de 2011

Mãe de uma mocinha? Ai, ai...

Luiza fez 2 anos na quarta-feira, dia 2. Nossa, quanta loucura, o tempo voa... eu diria que esses 2 devem equivaler há uns 20 pensando em seu desenvolvimento, em suas conquistas, já é uma mocinha. Resquícios do bebê? Sim, ainda há alguns, em especial o colo, ai que delícia, ela ainda é o meu bebê. E teve festa, duas, para ser mais especifica. E posso afirmar sem sombra de exageros: este foi o melhor aniversário da minha vida. É, porque aniversário de filho é como se fosse da gente. Já dizia um ditado por aí: quem agrada meu filho, adoça a minha boca. É isso mesmo. Como já era de se esperar, muitos dias antes já estava ansiosíssima, como se fosse o dia do meu casamento. É que teve festa na escola, apenas ela e os amiguinhos. Não fui para não atrapalhar, porque mãe às vezes atrapalha e eu, que por muito tempo sentia que a escola me excluía, me roubava parte da vida dela, compreendi que sendo ela um indivíduo separado de mim também precisa ter parte de sua vida preservada. Então fiz o que toda mãe apaixonada faz: preparei tudo com muito, muito carinho. Encomendei os comes com a tia da escola que sempre faz os aniversários, comprei coisinhas para incrementar a festa, preparei as sacolinhas de surpresa, escolhi o vestido para que ela estivesse linda na hora da festa e deixei tudo lá na porta, inclusive a máquina para filmar e fotografar. Na hora da festa meu coração de mãe se preocupou porque fez um frio danado, fui correndo lá levar uma blusa, mas entreguei e saí correndo para que meu coração egoísta não me traísse e pedisse para dar uma "espiadinha" e assim pôr tudo a perder. E tratei de me ocupar, mas meu coração ficou o dia todo aos pulos, não via a hora de buscá-la e olhar pra carinha dela e ver como foi tudo. E foi lindo! E foi maravilhoso! E ela veio em nosso encontro "dançandinho", linda, alegre e carregada de presentes, a festa foi um sucesso. (ainda bem que a gente viu depois e foi muito gostoso ver como tudo aconteceu , o quanto ela estava à vontade e se apropriou da festa, daquele espaço, foi muito bom dar uma "espiada" nesse cantinho de sua vida preservada). E ela permaneceu extasiada o tempo todo, jantou um guarda-chuva de chocolate e dois dadinhos, ambos artigos da sacolinha surpresa que ela também ganhou, claro. E montei a segunda mesa do dia, chegaram as amiguinhas do prédio para o parabéns, mais presente, apaga a vela umas 10 vezes, e pula e brinca toda hora sem fim, o dia custou a terminar. Eu diria que ainda não acabou, já que a festa oficial será só no sábado que vem.

E eu me pergunto: será que quando ela estiver fazendo 30 anos eu ainda vou me sentir assim? Nunca nada do que eu tenha feito na vida fez com que me sentisse tão realizada, satisfeita e completa. Ainda estou tentando entender o mistério deste amor. Enquanto não consigo vou vivendo essa euforia, celebrando e vibrando a cada palavra, frase, pensamento. A cada conquista, cada presente, e claro, a cada sorriso que faz sim sorrir o meu coração.

Parabéns meu anjo lindo, minha riqueza, muitos, mas muitos mesmo anos de vida para você e para mim, porque da sua vida é feito o meu amor.