E foi assim...
A festa foi linda! Ando com o coração cheio de alegria, orgulho, satisfação. Fui abençoada com um anjo em minha vida, uma anjinha linda, simpática e educada, que mais posso querer desta vida?
Chegamos no buffet e ela ficou assim, meio arredia, como de costume, com medo de brincar. A festa começou e logo ela desapareceu da minha vista. Sempre que me preocupava, olhava e ela estava lá se divertindo. Cuidei dos convidados, chequei se todos estavam bem, o tempo voou. Voltamos pra casa carregados de presentes e muito eufóricos com tudo. Uma soneca, abre um tanto de pacotes, uma birrinha básica pra dormir, afinal, com tantos novos brinquedos nem eu queria dormir. Acorda depois de uma horinha, dorme de novo e me vem a angústia: eu perdi a festa! Estava tão ocupada garantindo que tudo saísse bem, que brinquei só um pouquinho com minha anjinha! Ai que dor que me deu! Tudo bem que o ponto alto da festa foi quando me joguei na piscina de bolinhas e brincamos muito, mas na maior parte do tempo a Luiza estava lá e eu para lá e para cá, não parei. No dia seguinte, ainda triste, liguei para minha mãe e perguntei se ela havia visto a Luiza brincar. Ela me respondeu assim: ela é simpática né, deu atenção para todo mundo! E se divertiu a beça, estou certa disso. Já passou quase uma semana e ela continua eufórica e feliz. Sim, sem sombra de dúvida esse foi o melhor aniversário da minha vida! Que venham os próximos!
Minha angústia passou, acho que meu papel de mãe é esse mesmo, garantir que tudo seja perfeito para que ela seja feliz, não é?
Novidade.
Volto a trabalhar na segunda feira. Para o antigo emprego, na Prefeitura da minha cidade, de onde estou afastada há 4 anos. Venceu minha licença e, não podendo mais prorrogá-la, resolvi me arriscar. O lado ruim fica por conta das viagens, toda semana, para o interior de Minas (2 a 3 horas de viagem). O lado bom: ah, tem uma lista. Luiza vai comigo e minha mãe cuida dela enquanto trabalho. Se vai dar certo? Não sei. Mas penso que este é um bom recomeço, sem pressão, sem uma busca angustiante, sem nãos. Uma forma de dar o primeiro passo de volta pra rua, pro mercado de trabalho. Penso que não será para sempre, mas pode ser a ponte para o futuro. O lado muito bom: segunda-feira quando saí com a Luiza para viajar fechei a porta, a bagunça toda do lado de dentro e eu do lado fora. No caminho até Cambuí desisti dessa loucura várias vezes, não foi fácil, mas voltava atrás toda vez que me lembrava dela me esperando aqui, então me enchia de força e seguia adiante. Quarta é dia da diarista, então quando voltei estava tudo cheiroso e arrumado, meu fardo ficou imensamente leve. Não sei se é o certo, não por mim, mas por Luiza, ela estranhou e sofreu um pouquinho com a mudança, mas fiz e estou fazendo isso por mim. Depois de 2 anos comecei a ficar neurótica demais dentro de casa, precisava sair. Ainda que ela sofra um pouco, acredito, será melhor para ela também ter uma mãe menos "louca". E estou animada em voltar a ter meu dinheiro, só meu, isso sim é que é coisa boa. Com relação ao trabalho, estou insegura, dei-me conta de que não atendo um paciente como aqueles desde que me afastei, estou enferrujada, mas deve ser como andar de bicicleta, assim espero.
Pequenos grandes momentos.
Não conheço alegria maior do que ver minha fofura crescer. Sou coruja sim, babo mesmo, ela é linda, especial e é minha, minha riqueza. Hoje a levei para fazer seu RG. Ela adorou, comportou-se feito mocinha, cumprimentou as pessoas, adorou sujar os dedinhos para as impressões digitais, sorriu, agradeceu, deu tchau. Por onde passava arrancava olhares e sorrisos de todos os lados e eu, mãe boba, ria, sorria, ria. Depois a levei na Praça da Sé, só uma passadinha porque tive medo de estar só com ela e algo nos acontecer, mas deu para ver o espelho d'água, a fonte , a catedral. E ela? Ah, como é especial minha filhinha. As mínimas coisas tomam ares de grande evento na forma em que ela vivencia cada uma delas. E como é espirituosa. Assim, minha vida se tornou uma grande festa, recheada de surpresas, de alegria, de coisas fofinhas. Na volta ela estava toda feliz e saltitante isso porque ela nem sabe ainda o que significa ter RG. Isso é que é mágico, não importa o que, tudo é único e especial na vidinha dela e na minha. Só posso ser muito feliz. E tenho dito.
A festa foi linda! Ando com o coração cheio de alegria, orgulho, satisfação. Fui abençoada com um anjo em minha vida, uma anjinha linda, simpática e educada, que mais posso querer desta vida?
Chegamos no buffet e ela ficou assim, meio arredia, como de costume, com medo de brincar. A festa começou e logo ela desapareceu da minha vista. Sempre que me preocupava, olhava e ela estava lá se divertindo. Cuidei dos convidados, chequei se todos estavam bem, o tempo voou. Voltamos pra casa carregados de presentes e muito eufóricos com tudo. Uma soneca, abre um tanto de pacotes, uma birrinha básica pra dormir, afinal, com tantos novos brinquedos nem eu queria dormir. Acorda depois de uma horinha, dorme de novo e me vem a angústia: eu perdi a festa! Estava tão ocupada garantindo que tudo saísse bem, que brinquei só um pouquinho com minha anjinha! Ai que dor que me deu! Tudo bem que o ponto alto da festa foi quando me joguei na piscina de bolinhas e brincamos muito, mas na maior parte do tempo a Luiza estava lá e eu para lá e para cá, não parei. No dia seguinte, ainda triste, liguei para minha mãe e perguntei se ela havia visto a Luiza brincar. Ela me respondeu assim: ela é simpática né, deu atenção para todo mundo! E se divertiu a beça, estou certa disso. Já passou quase uma semana e ela continua eufórica e feliz. Sim, sem sombra de dúvida esse foi o melhor aniversário da minha vida! Que venham os próximos!
Minha angústia passou, acho que meu papel de mãe é esse mesmo, garantir que tudo seja perfeito para que ela seja feliz, não é?
Novidade.
Volto a trabalhar na segunda feira. Para o antigo emprego, na Prefeitura da minha cidade, de onde estou afastada há 4 anos. Venceu minha licença e, não podendo mais prorrogá-la, resolvi me arriscar. O lado ruim fica por conta das viagens, toda semana, para o interior de Minas (2 a 3 horas de viagem). O lado bom: ah, tem uma lista. Luiza vai comigo e minha mãe cuida dela enquanto trabalho. Se vai dar certo? Não sei. Mas penso que este é um bom recomeço, sem pressão, sem uma busca angustiante, sem nãos. Uma forma de dar o primeiro passo de volta pra rua, pro mercado de trabalho. Penso que não será para sempre, mas pode ser a ponte para o futuro. O lado muito bom: segunda-feira quando saí com a Luiza para viajar fechei a porta, a bagunça toda do lado de dentro e eu do lado fora. No caminho até Cambuí desisti dessa loucura várias vezes, não foi fácil, mas voltava atrás toda vez que me lembrava dela me esperando aqui, então me enchia de força e seguia adiante. Quarta é dia da diarista, então quando voltei estava tudo cheiroso e arrumado, meu fardo ficou imensamente leve. Não sei se é o certo, não por mim, mas por Luiza, ela estranhou e sofreu um pouquinho com a mudança, mas fiz e estou fazendo isso por mim. Depois de 2 anos comecei a ficar neurótica demais dentro de casa, precisava sair. Ainda que ela sofra um pouco, acredito, será melhor para ela também ter uma mãe menos "louca". E estou animada em voltar a ter meu dinheiro, só meu, isso sim é que é coisa boa. Com relação ao trabalho, estou insegura, dei-me conta de que não atendo um paciente como aqueles desde que me afastei, estou enferrujada, mas deve ser como andar de bicicleta, assim espero.
Pequenos grandes momentos.
Não conheço alegria maior do que ver minha fofura crescer. Sou coruja sim, babo mesmo, ela é linda, especial e é minha, minha riqueza. Hoje a levei para fazer seu RG. Ela adorou, comportou-se feito mocinha, cumprimentou as pessoas, adorou sujar os dedinhos para as impressões digitais, sorriu, agradeceu, deu tchau. Por onde passava arrancava olhares e sorrisos de todos os lados e eu, mãe boba, ria, sorria, ria. Depois a levei na Praça da Sé, só uma passadinha porque tive medo de estar só com ela e algo nos acontecer, mas deu para ver o espelho d'água, a fonte , a catedral. E ela? Ah, como é especial minha filhinha. As mínimas coisas tomam ares de grande evento na forma em que ela vivencia cada uma delas. E como é espirituosa. Assim, minha vida se tornou uma grande festa, recheada de surpresas, de alegria, de coisas fofinhas. Na volta ela estava toda feliz e saltitante isso porque ela nem sabe ainda o que significa ter RG. Isso é que é mágico, não importa o que, tudo é único e especial na vidinha dela e na minha. Só posso ser muito feliz. E tenho dito.
