Fiquei pensando na minha última postagem e tentando como achar uma forma de começar mesmo a contar as histórias minhas com meu pai para a Luiza. Como essas histórias poderiam virar parte de nossa interação de todo dia e me veio a idéia de levá-la para fazer coisas que eu fazia com meu pai quando era criança, como foi na festa de Nossa Senhora do Carmo. E me lembrei que ele me levava para jogar pedrinhas no rio. Morávamos ao lado de um rio, minha mãe ainda mora lá. E ele me levava, e depois levou meus sobrinhos. Lembro-me que adorava ouvir o barulhinho do tchibum das pedrinhas caindo na água. E pensei: já fizemos isso com a Luiza, mas preciso levá-la agora, e dizer que eu também fazia isso quando pequena, agora que ela compreende e guarda na memória. Acho que será assim que meu pai enfim se tornará seu avô. Hoje é dia do avós. Não me lembo de saber desse dia existir. Nem tive avós para comemorar com eles, talvez por isso minha dor maior pelo time dos avós da minha filha já começar desfalcado. Mas acho que encontrei uma forma de resolver isso. Vamos ver.
Estou melhor, bem melhor. Eu sou assim, preciso sofrer até a última gota pra conseguir ir adiante. tenho a impressão de que se não for assim, não vou conseguir continuar, algo vai ficar me travando, me segurando, enfim. Mas confesso que desta vez achei não ia sair do poço em que me meti. Mas passou. Não que esteja tudo resolvido, aliás, não tem nada resolvido, mas eu estou quase 100% resolvida. Não sei o que será amanhã, mas já estou pronta para chegar lá enfrentar o que vier. Claro que estou com medo, até porque enxerguei a luz, mas ainda não consigo ver o que tem nela, mas recuperei minhas forças para abraçar oque vier. Então venha!
Já tracei planos e já comecei a colocá-los em prática. E o maior e mais dificil deles foi me livrar do que me incomoda e principalmente de quem me incomoda. e daqui pra frente será assim, nada nem ninguém vai mais conseguir me puxar pro buraco de novo. Decidi não ocupar mais o lugar da pessoa ruim, da "bruxa má". Ninguém é 100%, eu também não sou e se eu posso conviver e perdoar quem está à minha volta, que aprendam a me perdoar também, do contrário, saberei que tal pessoa não vale mais a pena. Percebei que a opinião de 2 ou 3 vinha me destruindo, mas tem mais uns 20 ou 30 que não pensam assim. E vi que boba era eu por sofrer por isso. Conseguir enxergar e decidir tudo isso me fez ressuscitar. Então, que venha a vida nova! Já me sinto outra.
No mais, vou jogar pedrinhas e me deliciar ao som que vem desse movimento. Estou certa de que a vida daqui pra frente será leve como uma criança!
