Peço licença ao meu adorado pai e à minha amada filha para falar de um drama da vida: exame de fezes. Existe coisa mais desagradável na vida que fazer exame de fezes? Pois bem, depois de ter passado por poucas e boas com minha saúde, se a médica me mandar plantar banananeira como forma de diagnóstico, eu planto, no sentido real e no figurado também. Hoje de manhã lá vou eu pro laboratório colher mais um de infinitos hemogramas e... logo a pergunta: trouxe a amostra? Bom, a ultima vez em que eu me submeti ao tal exame, há algumas décadas atrás, o tal amostra precisava ser colhida em tres etapas e em dias alternados, sendo acondicionada em um frasquinho com uma tal substancia conservadora. Não, eu não levei a amostra. Colhido o sangue, pega o frasquinho que não tem conservante algum. Ora, seu eu soubesse disso teria ido à farmácia e providenciado o dito cujo que atende pelo nome de coletor universal, ou seja, serve para exames de qualquer natureza.
Horas mais tarde, volto ao laboratório já de posse da bendita (a amostra). Entro, falo com o atendente que me dá um protocolo de entrega de resultados e me envia pro balcão de entrega (de amostras). Antes que eu pudesse pensar um cidadão robusto me chama pelo nome e me pede que o acompanhe. Quase chego a pensar que ele vai me dar outro frasquinho e me mandar fazer a coleta ali mesmo, naquela hora. Ufa, ele só queria pegar o que eu fui levar. Pega o protocolo, confere, pega o frasquinho e pergunta: foi colhido quando? Vejam só que invasão de privacidade! Para que ele precisa saber, do meu exame sei eu, e da hora em que o colhi, tenha dó. E eu tive que responder: hoje. Sem mais detalhes, graças à tecnologia não precisarei voltar lá para pegar o resultado, chega de drama, porque é sim um drama da vida. E volta pra casa.
No caminho de volta, existe sensação maior do que saber dirigir? Pra quem nasceu dirigindo pode não fazer sentido, mas para mim que passei quase 30 anos de minha vida pedindo por favor aos motoristas da família, ah, que emoção. Como é bom gozar desta liberdade, este sim é o verdadeiro direito de ir e vir, compensa qualquer constrangimento causado pelas análises clínicas. Pronto, já me recuperei, já posso retomar meu tema.
Horas mais tarde, volto ao laboratório já de posse da bendita (a amostra). Entro, falo com o atendente que me dá um protocolo de entrega de resultados e me envia pro balcão de entrega (de amostras). Antes que eu pudesse pensar um cidadão robusto me chama pelo nome e me pede que o acompanhe. Quase chego a pensar que ele vai me dar outro frasquinho e me mandar fazer a coleta ali mesmo, naquela hora. Ufa, ele só queria pegar o que eu fui levar. Pega o protocolo, confere, pega o frasquinho e pergunta: foi colhido quando? Vejam só que invasão de privacidade! Para que ele precisa saber, do meu exame sei eu, e da hora em que o colhi, tenha dó. E eu tive que responder: hoje. Sem mais detalhes, graças à tecnologia não precisarei voltar lá para pegar o resultado, chega de drama, porque é sim um drama da vida. E volta pra casa.
No caminho de volta, existe sensação maior do que saber dirigir? Pra quem nasceu dirigindo pode não fazer sentido, mas para mim que passei quase 30 anos de minha vida pedindo por favor aos motoristas da família, ah, que emoção. Como é bom gozar desta liberdade, este sim é o verdadeiro direito de ir e vir, compensa qualquer constrangimento causado pelas análises clínicas. Pronto, já me recuperei, já posso retomar meu tema.
