Está faltando dia pro tanto de lágrimas que ainda preciso chorar. Desde segunda-feira que me dedico a ler o que escrevi neste blog. É como se pudesse resgatar o caminho para enfim chegar aqui. Estou à flor da pele.
Minha pequena está tão linda! Tão grandona, tão esperta, tão inteligente. Anda se divertindo com sua primeiras palavras e começa a formar frases. Semana passada levou um tombinho e se arriscou a me contar: mamãe, uchfeahtbnmorcdeaomnuha, qualquer coisa assim, que queria dizer que ela caiu e bateu a perninha e doeu, uma coisa linda ela falando, me surpreende todos os dias e eu fico cada dia mais encantada, não sabia que isso era possível. A minha linda!
Semana passada eu apresentei a ela o vovô. Peguei meu álbum de casamento e a convidei para ver comigo e em cada foto eu o mostrava e falava, esse é o vovô Anisio, mas ainda é cedo, ela não curtiu muito. Ontem me veio a idéia de ler para ela estes textos, mas confesso, ainda não achei o caminho para que ela conheça esse vovô aqui. Ah, no fim de semana eu mostrei a estrelinha, mas ela ainda é muito pequena. Meu maior medo: que ele acabe esquecido. É, porque a gente já não fica falando muito, mas eu penso nele todos os dias e cada vez que a Luiza vem com uma novidade um pedacinho do meu coração dói uma dor sem fim, porque ele não vai ver, nem me ouvir contar que ela aprendeu isso, falou aquilo, que já está pesando 13 quilos, por isso que já não estou mais conseguindo carregá-la como antes. Eu tenho tanta coisa pra contar pra ele, ai que vazio que ficou com sua partida.
Estou agora tentando arrumar a casa, é uma estratégia, enquanto se arruma a casa organiza-se o pensamento, mas não estou conseguindo. Fiz um tanto de coisa e quando olho, parece que ao invés de organizar, baguncei mais um pouco. Meu coração está assim, um forfé (para quem não sabe forfé é bagunça, desorganização, confusão).
Tenho vontade de ver meu irmão, muita saudade dele. Parece que se eu estiver ao lado dele consigo resgatar um pouco do meu pai. Eles são tão parecidos e meu irmão sempre foi um pouco meu pai também. Eu tento, mas não dá muito certo. É que fiquei moça, casei, tive filho e hoje conversamos de igual pra igual, a porção irmã é maior do que a porção filha. Será que sou só eu no mundo que me sinto assim?
Lendo os posts antigos vi que minha amiga Lu comentou quase todos. Já não escrevo tanto como antes, mas fico ansiosa aguardando seus comentários. Ela me ajudou a atravessar meu luto e a dar sentido às histórias que desejo contar pra minha bonequinha. Ela sempre esteve presente em minha vida desde que a conheci, mas nunca como agora. Lu querida, acho que mais ninguém neste mundo me ajudou tanto a enfrentar esta tristeza em minha vida como você. Obrigada amiga, muito obrigada!
Só tô com vontade de chorar, mais nada. Fico no maior stress pensando que meu marido vai chegar em casa e ficar bravo comigo porque não fiz nada de muito útil hoje, mas acho que ele me perdoa, estou tão triste.
Sexta-feira completam-se dois anos de sua morte. É engraçado como a gente se dedica a contar os anos. Primeiro os de vida, ele viveu 75. E agora os de morte. Quando nascemos e apenas neste momento, contamos meses, porque uma criança cresce e se desenvolve num mês o equivalente a anos luz. Depois fica um pouco mais lento o desenvolvimento. E pára. Com 18 anos já somos grandes o suficiente e já aprendemos quase tudo o que precisamos saber para enfrentar este mundo, vamos apenas aperfeiçoando nossos conhecimentos e nos tornando melhores, isso até os 30. Aí os anos se tornam meses. A vida começa a andar numa velocidade absurda, num piscar de olhos já se foram 2, 3 anos, 10, 15, 20 anos. Fico assustada quando me dou conta de que minhas histórias aqui relatadas tem mais de 20 anos. E em dois dias já serão dois anos sem meu amor mais puro e sincero. Parece que foi ontem. Parece que foi há 20 anos.
Queria fechar os olhos e viajar até te encontrar, estou com muita, muita, muita saudade! Mesmo!
Já me acostumei, mas por que será que essa dor não pássa?
Minha pequena está tão linda! Tão grandona, tão esperta, tão inteligente. Anda se divertindo com sua primeiras palavras e começa a formar frases. Semana passada levou um tombinho e se arriscou a me contar: mamãe, uchfeahtbnmorcdeaomnuha, qualquer coisa assim, que queria dizer que ela caiu e bateu a perninha e doeu, uma coisa linda ela falando, me surpreende todos os dias e eu fico cada dia mais encantada, não sabia que isso era possível. A minha linda!
Semana passada eu apresentei a ela o vovô. Peguei meu álbum de casamento e a convidei para ver comigo e em cada foto eu o mostrava e falava, esse é o vovô Anisio, mas ainda é cedo, ela não curtiu muito. Ontem me veio a idéia de ler para ela estes textos, mas confesso, ainda não achei o caminho para que ela conheça esse vovô aqui. Ah, no fim de semana eu mostrei a estrelinha, mas ela ainda é muito pequena. Meu maior medo: que ele acabe esquecido. É, porque a gente já não fica falando muito, mas eu penso nele todos os dias e cada vez que a Luiza vem com uma novidade um pedacinho do meu coração dói uma dor sem fim, porque ele não vai ver, nem me ouvir contar que ela aprendeu isso, falou aquilo, que já está pesando 13 quilos, por isso que já não estou mais conseguindo carregá-la como antes. Eu tenho tanta coisa pra contar pra ele, ai que vazio que ficou com sua partida.
Estou agora tentando arrumar a casa, é uma estratégia, enquanto se arruma a casa organiza-se o pensamento, mas não estou conseguindo. Fiz um tanto de coisa e quando olho, parece que ao invés de organizar, baguncei mais um pouco. Meu coração está assim, um forfé (para quem não sabe forfé é bagunça, desorganização, confusão).
Tenho vontade de ver meu irmão, muita saudade dele. Parece que se eu estiver ao lado dele consigo resgatar um pouco do meu pai. Eles são tão parecidos e meu irmão sempre foi um pouco meu pai também. Eu tento, mas não dá muito certo. É que fiquei moça, casei, tive filho e hoje conversamos de igual pra igual, a porção irmã é maior do que a porção filha. Será que sou só eu no mundo que me sinto assim?
Lendo os posts antigos vi que minha amiga Lu comentou quase todos. Já não escrevo tanto como antes, mas fico ansiosa aguardando seus comentários. Ela me ajudou a atravessar meu luto e a dar sentido às histórias que desejo contar pra minha bonequinha. Ela sempre esteve presente em minha vida desde que a conheci, mas nunca como agora. Lu querida, acho que mais ninguém neste mundo me ajudou tanto a enfrentar esta tristeza em minha vida como você. Obrigada amiga, muito obrigada!
Só tô com vontade de chorar, mais nada. Fico no maior stress pensando que meu marido vai chegar em casa e ficar bravo comigo porque não fiz nada de muito útil hoje, mas acho que ele me perdoa, estou tão triste.
Sexta-feira completam-se dois anos de sua morte. É engraçado como a gente se dedica a contar os anos. Primeiro os de vida, ele viveu 75. E agora os de morte. Quando nascemos e apenas neste momento, contamos meses, porque uma criança cresce e se desenvolve num mês o equivalente a anos luz. Depois fica um pouco mais lento o desenvolvimento. E pára. Com 18 anos já somos grandes o suficiente e já aprendemos quase tudo o que precisamos saber para enfrentar este mundo, vamos apenas aperfeiçoando nossos conhecimentos e nos tornando melhores, isso até os 30. Aí os anos se tornam meses. A vida começa a andar numa velocidade absurda, num piscar de olhos já se foram 2, 3 anos, 10, 15, 20 anos. Fico assustada quando me dou conta de que minhas histórias aqui relatadas tem mais de 20 anos. E em dois dias já serão dois anos sem meu amor mais puro e sincero. Parece que foi ontem. Parece que foi há 20 anos.
Queria fechar os olhos e viajar até te encontrar, estou com muita, muita, muita saudade! Mesmo!
Já me acostumei, mas por que será que essa dor não pássa?
