domingo, 28 de fevereiro de 2010

Depois de amanhã

Depois de amanhã minha riqueza faz um ano. Nossa, quanta coisa aconteceu nesse ano, que honra tê-lo vivido. É uma bênção ser mãe, me sinto a mais abençoada das mulheres por ter sido escolhida por Deus para ser mãe dessa fofura que é a Luiza. O melhor ano da minha vida! Mesmo com todos os ataques de depressão, de solidão, de ansiedade, é, porque quem é mãe sabe que aquela história de padecer... até que é mesmo. Como já escrevi antes ser mãe é tornar-se bipolar de humor, de um minuto ao outro emoções muito diferentes e muitas vezes opostas. Como é possível isso? Sei não, só sendo mãe pra sentir. Hoje faço um balanço e vejo que tenho muito a agradecer a Deus, principalmente pelas coisas que deram errado, isso me possibilitou estar muito presente neste primeiro aninho da Luiza, graças ao que não foi estou vendo minha Luiza crescer e é tudo de melhor nesse mundo, ver minha riqueza mudando dia após dia, que delicia. Porque Deus sabe onde é o nosso lugar e o meu neste tempo foi aqui, bem juntinho da florzinha. Então quero agradecer, louvar e bendizer ao meu bom Deus, que me abençoou com uma porta fechada, mas que me abriu a melhor janela da minha vida, a oportunidade de ser só mãe na maior parte do meu tempo. Só tenho que dividir com algumas tarefas domésticas e um diazinho só de consultório. Enquanto me dedico às outras coisas minha fofura faz amizades e brinca muito. Depois somos só nós duas enquanto papai não chega. E temos nossos códigos, nossos momentos, acho que já somos amigas.
Obrigada meu bom Deus por me permitir viver tudo isso, obrigada por me tornar a mais rica das criaturas deste mundo, minhas palavras não alcançam o tamanho do amor e da gratidão que sinto em meu coração por ser mãe da Luiza, a minha sempre Luiza, que já era antes mesmo de ser um projeto e eu já amava em meus sonhos. Obrigada meu Pai, por me permitir amar assim. Peço Senhor que continue nos abençoando e protegendo dos perigos deste mundo. Peço vida longa para todos de nossa família, não só para nossa aniversariante. Peço que nos dê muitos anos de vida, que serão muitos anos de amor, felicidade e louvor a Ti. Que todos os dias nos lembremos do Seu amor por nós e saibamos agradecer sempre. Agradeço em especial tudo o que o Senhor me deu e que é muito mais do que eu achava que merecia e coloco Senhor em Tuas mãos a vida da nossa família par que o Senhor nos conduza hoje e sempre. Amém.

Também agradeço ao meu marido, papai da Luiza por trabalhar tanto e garantir que tudo sempre fique bem. Graças a ele meu pensamento hoje está em cuidar de nossa linda família! Obrigada!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Agora só faltam 5 dias...

E não é que entrei no clima mesmo? Estou numa melancolia só, saudosa, como fico na véspera do meu aniversário, vê se pode. É uma tristeza lá no fundo e uma ansiedade doida, que fazer, , parece que vou fazer um ano mesmo! Então parabéns pra mim também, vou providenciar outra vela, uma escrita mãe. Mentira, não tem coisa mais chata do que gente querendo roubar a cena, o aniversário é da Luiza e pronto, todas as honras serão para ela, para ela.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

E está chegando...

Quase não me aguento de tanta ansiedade. Parece que sou eu que vou fazer um aninho. E não é que é? Um aninho de mamãe. Claro que sou mãe a mais tempo, me tornei mãe quando descobri que minha pequena estava dentro de mim. Mas ela também já existia antes disso até, mas nascemos no mesmo dia, ela filha, eu mãe. Penso que quando nasce um filho os pais tem uma nova chance na vida. Uma nova chance de ser criança de novo, de brincar de boneca, de sorrir sem compromisso, de dormir o sono dos anjos, é, porque quando consigo dormir, "capoto", o sono dos inocentes, àquele que não deixa espaço para nada, nem sonhos bons, nem ruins. Àquele que mesmo que dure só cinco minutos, dá energia pra um dia inteiro de luta, ou de brincadeiras. Não é assim que dorme um bebê? Uma sonequinha e todo o cansaço vai embora. E dá vontade de brincar, de assistir desenho, de fazer e receber cócegas, dá vontade de ganhar presente e comer doce, dá vontade de correr, correr, sentir o vento, machucar o pé. Pisar na água, pular na piscina (eu pulava no rio e na cacheira, mas dá no mesmo, é bom igual). Dá vontade de dormir de dia, de ir pra escola encontrar os amiguinhos. Dá vontade de aprender a ler, descobrir as coisas e se deliciar com cada novidade. Como é bom ser criança de novo. Penso que estou revivendo todas estas coisas, uma a uma, no tempo certo. Agora por exemplo ensaio dar meus primeiros passinhos e já até quero correr, que delicia! Mas estico o braço e agarro a mão que me conduz, ops, ofereço a mão que conduz e protege, mas aprendo junto a andar de novo, agora como mãe. Uma nova chance de crescer de novo, de viver tudo de novo! Ter um filho é seguir adiante, mas também uma volta no tempo. Ontem meu marido disse que se vê na pele dos seus pais agora como pai, que fica lembrando das coisas que sua mãe fazia com ele e seus irmãos. Eu não, me vejo criança de novo, não consigo me ver na pele dos meus pais, mas nos braços deles, segurando na mão, me aninhando no colo... e quando Luiza procura a segurança da minha mão ao arriscar uns passinhos, penso que seguro também na mão da minha mãe, na mão do meu pai, destas pessoas especiais que moram no meu coração e que estão aqui presentes em mim me ajudando hoje a dar a mão pra minha filha. Também estou aprendendo a andar. De novo, pra uma nova caminhada, uma nova vida que o meu bom Deus me deu, uma nova oportunidade de ser feliz, muito feliz. Fico lembrando de como era comigo quando era pequena e penso que se não tenho a mão deles dentro de mim me apoiando, minhas mãos não seriam tão seguras. Acho que estou sendo boa mãe, mas porque antes fui boa filha. Todos temos falhas, e é assim. A vida segue e o ciclo se repete.

Eu comecei essa historia de blog porque precisava entender melhor esta historia de vida e morte. Hoje sei que é isso, a vida se repete e sim, temos sempre a chance de fazer mais e melhor. Agradeço em especial ao paizinho por ter sido esse super pai. Seu amor por mim me faz ter vontade de ser o melhor que posso. Penso que dentro de mim ele está olhando tudo o que sou e faço pra cuidar bem da minha filha, sua neta, sua continuação neste mundo.

Agora só faltam 6 dias e aí começamos enfim a contar os anos de aprendizado e amor. Agora, o que aprendemos nestes últimos doze meses, a riqueza destes últimos doze meses, nem em 120 anos será igual. Acho que é por isso que no inicio da vida de uma criança contamos assim, em dias e meses...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Minhas memórias

Sempre tive muito medo de duas coisas na vida: incêndio e enchente. Claro que temo outras também, mas estas duas para mim tem algo de comum, de repente começa e você nem sempre tem como escapar. Por isso mor em apartamento há muitos anos, mas sempre busquei andares baixos, penso que num incêndio se eu não estiver muito no alto, talvez tenha uma chance. E evito se posso sair em dias de chuva.
Quando pensava em incêndio, sempre vinha na minha cabeça que seria muito duro perder minha casa, minhas coisas e eu sempre pensava que se precisasse sair correndo, duas coisas eu não poderia deixar de levar: meu ursinho de pelúcia e minhas fotos. O tempo passou, hoje meu ursinho mora na casa da minha mãe e aguarda o melhor momento de vir morar junto com os brinquedos da Luiza e minhas fotos são tantas, a maioria digitalizadas, até ficava fácil carregar umas mídias, mas penso que minhas memórias estão antes guardadas em meu coração. Claro que amo olhar as fotos e lembrar do dia em que foram tiradas, mas o amor que senti incêndio nenhum é capaz de destruir. Se um dia acontecer uma tragédia, tratarei de salvar minha família e minha vida, nesta ordem, aí se der tento pegar as fotos, se não der, tudo bem. O que eu sou é tudo o que vivi até hoje e é o que importa. Em 2001 estive morando na Irlanda. Visitei o Bounglas Cliff, o maior penhasco da Europa, nunca vi lugar como esse, meus olhos se abriam e fechavam num quase não crer no que viam, que lugar lindo, lindo, especial, mágico. Tirei uma centena de fotos e em nenhuma delas a magia daquele lugar apareceu, só indo lá pra ver. Então conto minhas historias e penso que na emoção das minhas palavras encontram-se fotos melhores do que as que tenho em meu computador e nos álbuns que guardo com tanto amor e saudade, mas bom mesmo seria poder deixar entrar em meu coração e olhar minhas lembranças quem ouve e lê minhas histórias, aí sim as fotos do meu coração seriam antes eternizadas e compartilhadas com todos que amo. Já pensou poder reviver o que nunca se viveu na saudade do outro? Eu convidaria a todos para habitar meu coração e sentir o que senti em cada momento de minha vida e trataria de visitar outros corações também, assim minhas historias seriam ainda melhores do que as que tenho pra contar.

Retomando a contagem - 8 dias

Sim, em oito dias minha riqueza completa seu primeiro aninho. Estou na maior correria preparando a festa. Ai, como meu coração sorri, em um ano vivi os dias mais felizes da minha vida. Obrigada Meu Deus, por colocar em meus braços essa riqueza. Obrigada por me presentear desta maneira. Se todo o resto der errado na minha vida, tudo bem, já sou a pessoa mais felizz e realizada do mundo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

11 Dias

Luiza

Tudo fica pequeno diante do seu sorriso
No seu soninho mora a paz
Quisera eu parar o mundo só para ver você crescer
Quisera eu parar o mundo para ouvir sua risada e rir com você todas as horas
Agora entendo a beleza de Deus porque você é bela
E meu coração se enche de encanto
É tanto amor... eu não sabia que podia amar assim...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

12 Dias

E está chegando. Ontem nós fomos às compras, meio sem querer na verdade, mas calhou de estarmos no lugar certo e encontrarmos a promoção certa. Compramos biquíni pra princesa. Entramos na loja e fiz uma coisa que nunca havia feito antes: experimentar roupa na Luiza na loja. É que bebê, já sabe, não é muito fácil ficar trocando de roupa. E vamos nós. Experimenta um biquíni, uma saída de praia, um chapéu, um chinelinho, uau, que gata! E de repente Luiza se tornou a sensação da loja. Parava uma, parava outra e todas comentavam que ela é linda, que boazinha experimentando biquíni, que todos ficaram bem nela. E eu nem via, só ouvia, não desgrudava o olho da minha fofura e babava, babava, eu e o pai, não sei qual de nós babava mais. E ela ficava em pé na bancada e se jogava no meu colo, que delicia, E ria, ria, falava alto, ela se divertiu à beça e nós também. E a vendedora se empolgou, desceu a loja e nem eu costumo experimentar tanta coisa! Luiza parecia uma moça, dando um show de alegria e elegância. Parecia que ia levar a loja toda. Mas, lá pelas tantas ela se cansou e nós também e a razão voltou a funcionar e a gente comprou o essencial: biquíni, saída e uma roupinha. Não deu pra levar o chapéu porque não tinha seu tamanho e o chinelinho optamos por não levar. Faltou o maiô, que não ficou tão bom, quer dizer, ficou lindo, lindo, mas mamãe ficou de saco cheio com a insistência da vendedora e resolveu não levar. E faltou o roupão, que também não tinha o seu tamanho.
Daqui a 12 dias Luiza completa seu primeiro aninho e depois da festa vamos comemorar pegando uma praia, só vai dar ela, vai abalar geral, porque minha princesa é a menininha mais linda deste mundo!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

13 dias

Tentarei postar todos os dias, vamos ver se consigo. É que ser mãe e dona de casa dá um pouquinho de trabalho, sem contar que não é só isso. A Luiza está uma fofura, sapeca, sapeca, ai quanta alegria ver esse serzinho crescendo. Fiquei vendo as fotos dela pequenininha, huuuummmm, que delicia de bebê, sempre, sempre. Passo até mal de tanto amor que sinto!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

14 dias

Inicio minha contagem regressiva, em 14 dias Luiza completa seu primeiro aninho, que linda! Ano passado, no dia de hoje, terça-feira de carnaval, estavamos nós aflitos aguardando uma contração, uma bolsa rompida, nada. É que ainda não tínhamos comprado os nichos pros bichinhos e ela não queria nascer sem estar de fato tudo, tudinho pronto mesmo. É que ela já conhecia bem seus pais e sabia que tudo que fica pra depois fica mesmo, são reincidentes neste crime, ela não quis correr o risco. Ainda bem. É que os momentos seguintes ao seu nascimento foram bem conturbados, atípicos, levamos mais de três meses para entrar numa rotina, mas isso é outra historia. E lá se vai um ano, o melhor, o mais rico, o mais cheio de novidades. E Luiza está ficando mocinha. Ontem se levantou do chão sozinha, tive que fazer das tripas coração pra não gritar de emoção, senão atrapalharia seu movimento perfeito rumo à liberdade. Ai, ai, daqui à pouco ela começa a ir pra onde quer sem minha ajuda, ai, ai, parece que ainda não estou pronta pra ver minha fofura se aventurando por aí. Sem minha ajuda, mas com minha supervisão, sempre. E meu coração já está em festa, não pára de pular de alegria, ser mãe é a coisa melhor do mundo!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

12 de fevereiro - Feliz aniversário Vovô

Hoje meu pai faria 77 anos se estivesse vivo. Fiquei imaginando a Luiza, toda fofa, chegando em casa com um presentinho nas mãos. Ela entra, abre os bracinhos e fala: Feliz aniversário vovô, tem bolo? Você vai apagar a velinha? Posso apagar também? Já pensou que delicia que seria...
Saudades, muitas saudades, hoje é só o que povoa meu coração...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ano novo, comece de novo, por favor.

Preciso estudar. Novos projetos estão surgindo em minha vida e preciso relembrar algumas teorias, aprender outras para ter sucesso nas empreitadas em que pretendo me aventurar. Na vida é assim: fecham-se portas, tudo parece negro, de repente Deus abre aquela janelinha, a esperança. Mas não estou conseguindo me concentrar. Novas oportunidades surgindo e eu aqui amarrada sei lá em que, mas sem conseguir fazer direito o que tenho me proposto. Comecei o ano super empolgada, com a mente fervilhando de ideias e uma energia muito boa, mas aí vieram os meninos nos visitar (meus sobrinhos), aí a Luiza ficou doente, aí a Luiza parou de dormir e minha dedicação aos novos ventos foi sendo quebrada pelas urgências e eu não estou conseguindo retomar o fio da meada. Eu tento, tento, até leio algumas coisas, mas não estou conseguindo chegar lá, não estou alcançando o desempenho e a dedicação que preciso ter se quiser tornar real os novos projetos. Pra onde foi minha super energia? Pra onde foi meu ânimo? Será que preciso que o ano comece de novo? Meu pensamento anda truncado e quando me forço logo me sinto sufocada. As horas passam e nada. Tenho um sem número de coisas pra fazer e faço, organizo tudo, só o meu pensamento continua embaralhado. Não sei como resolver isso.
Essa noite dormi a noite inteira, coisa rara nos ultimos tempos, aí você pensa: estarei ótima o dia todo. Que nada. Sabe aquela historia de que quanto mais a gente dorme mais quer dormir? Pois bem minha cabeça está pesando uma tonelada e apesar de ter folheado uns livros, feito umas consultas pela internet, não assimilei nada. Assim não dá. Espero que este desabafo me ajude a por a "casa" em ordem, o tempo é implacável e se a gente não aproveita as oportunidades elas vão embora e aí, "bao bao". Tempo esgotado, hora de pegar a Luiza na escola.

Será?

Tem pacientes que são especiais, mesmo depois de muito tempo a gente lembra deles e fica se perguntando como estão, se resolveram enfim aquele conflito, se estão enfim felizes e ainda usufruindo dos benefícios da terapia. Não que outros pacientes não sejam também especiais, mas é assim na vida, a gente se identifica mais com algumas pessoas que com outras, na clínica também, maior empatia com uns que com outros. Penso que comecei a ser mãe com meus pacientes, porque é assim, acolho e cuido como se fossem meus e vou ajudando-os a se preparar para viver a vida sem mim. Já atendi tanta gente que nem dá pra fazer conta e a maioria delas nunca mais vi nem tive noticia, mas de vez em quando cruzo com alguns ex-pacientes na rua e é uma delicia perceber o carinho e a gratidão destas pessoas a quem ajudei num momento de dúvida e dificuldade. Lembro-me da primeira vez que cruzei com uma ex-paciente na rua, ela havia sido minha segunda paciente no estágio da faculdade ainda. Nos encontramos numa papelaria e eu estava vestida de estudante, quase morri de vergonha, estava de mini-saia (na época eu ainda usava), blusa de alcinha e chinelo. É que na clínica Psicólogo que se preze usa roupas mais formais, ou mais "tapadinhas" pelo menos. Ela veio toda contente falar comigo, tinha pintado o cabelo de loiro, ela era bem morena. Grandes mudanças internas começam, diz minha experiências, por grandes mudanças externas. Primeiro ela cortou o cabelão, ainda na terapia, e depois pintou, já depois da alta, o que me mostrou que o processo de crescimento e mudança dela continuava a todo vapor. Conversamos e comprovei, realmente ela estava muito mudada, pra melhor. Fiquei tão feliz que minimizou minha vergonha de ser vista tão à vontade.
Esta noite enquanto amamentava lembrei de outra paciente, tão linda e criativa, que tinha uma filhinha fofa demais de nome Cora, original . Fiquei com vontade de encontrá-la. E acabei lembrando de tantos outros, das minhas crianças fofas, algumas que ficaram bravas comigo quando me despedi do meu emprego e deixei de atendê-las; como estarão hoje? A maioria já é adolescente agora e temo encontrar na rua e não reconhecer, tomara que me reconheçam e venham pular nos meus braços como fez uma menininha fofa que atendi e que também ficou com raiva de mim, mas que esqueceu tudo quando me viu. Só que ela já tinha crescido, então quase me derrubou na rua, a menininha já estava meninona, linda como sempre.

Depois que engravidei passei a me dedicar somente à minha nova fase, à minha pequena. De repente toda àquela entrega ao trabalho precisou ser cessada pois uma nova vida estava me sendo entregue e pela qual eu me tornaria totalmente responsável. E outras vidas acabaram ficando sem minha dedicação exclusiva. Penso que nunca mais serei a mesma profissional de antes, é, porque se a Luiza ficar doente, meus pacientes que me perdoem, mas agora ela é prioridade. Difícil , ser mãe e profissional ao mesmo tempo. Até entendo que as mulheres assim muito bem sucedidas no trabalho ou não tem filhos ou acabaram sendo mães mais ausentes. Ou eu que sou intensa demais e me entrego totalmente ao que estou fazendo sobrando pouco de mim para outras coisas. Será?

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O que eu, como mãe, sou capaz de fazer.

Até quem nunca veio à São Paulo certamente já ouviu falar da Rua 25 de Março. É uma rua de comercio popular atacadista, especializada em "bugigangas": bijous, bolsas, fantasias, lembrancinhas, material escolar (ops, isso não é bem bugiganga), enfim, tem um pouco de tudo. E tem gente, como tem gente! E andar por lá é sempre uma aventura, um tal de esbarra, esbarra, haja pique. Quando vim pra São Paulo às vezes ia lá passear e sempre encontrava umas pechinchas... tempos bons aqueles, um tanto de tempo sem ter nada pra fazer, pouca ou nenhuma grana e uma porção de sonhos... não tenho a menor saudade. Mas enfim, eram outros os prazeres, que bom que a gente melhora com o tempo.
Passados os anos cheguei à conclusão que não há nada melhor do que o conforto de um shopping, assim, 25 de Março só com um excelente motivo e olha lá. Aliás passei a ir lá só quando alguém me pedia pra levar, mãe, sogra, eu mesma só acompanhava e ficava torcendo pra pessoa cansar logo, ô lugar pra cansar! Tem bons preços, ah, isso tem, mas a que preço? Sem contar no risco, tanto produto pirata, roubado, tanto comercio ilegal que a qualquer momento você pode ser confundido e ser preso também numa batida policial, ainda mais em tempos de eleição.
E quarta feira lá vou eu pra 25 de Março. Luiza não dormiu bem à noite então fiquei com dó de tirar ela cedo da cama. Já cheguei com o sol alto, fritando, um calor. E gente que não acabava mais, é que o povo tem preguiça, eu acho, de acordar cedo, então quanto mais tarde, mais gente. MAs eu sou mãe e me pego fazendo coisas... só mãe mesmo. E entra numa loja, entra noutra. Na segunda loja já desanimei, tinha certeza de que ia ser fácil e rápido, afinal tenho experiência, mas nada. Fui comprar as lembrancinhas do aniversário de um ano da minha fofura. É que eu e o papai dela somos meio enjoadinhos e decidimos fugir um pouquinho do padrão, resolvemos nós mesmos cuidar destes detalhes. Ai ai. Anda que anda e nada. E meu coração de mãe me repetindo: calma, a rua está inteira ainda. Depois de uma meia dúzia de lojas achei um produto que até podia ser, me animei, se não achar o que procuro... pelo menos uma parte da lembrancinha podia ser daquele jeito. E a outra? Nada. Claro, fui achar na ultima loja da ultima quadra depois de andar a rua inteira e de entrar em todas as lojas sem excessão. Nunca tinha feito isso. Mas achei, e comprei e custou só um real cada, um mimo. O que é? Depois de pronto coloco foto, por enquanto é surpresa. E depois voltei pra comprar a outra parte, decidir das opções qual a melhor. Na hora de pagar, só em cash, por que não pensei antes. E sobe ladeira, saca dinheiro, desce ladeira, compra, paga, vamos embora, agora chega! Chega nada, e aquele livrinho que você viu naquela loja, poxa, você já está aqui. Volta, compra o livrinho, agora chega mesmo. Nessa brincadeira passaram-se 5 horas, 5 longas horas e eu voltei pra casa toda saltitante, andaria mais 5 se preciso fosse, vai ficar tudo lindo! Minha fofura merece o aniversário mais especial com as lembrancinhas mais lindas. Ainda bem que é só uma vez por ano, não sei manteria a boa se essa jornada fosse frequente. Valeu a pena! Eu, como mãe, sou muito capaz de tudo pela minha filhinha linda!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

11 meses

Estou apavorada, meu bebezinho já vai fazer 01 ano. Hoje ela completa 11 meses e estamos numa loucura de preparação da sua festa, ai ai, acho que não estou preparada para ver minha princesa ficar mocinha. E ela está muito mocinha. Uma fofura, linda, linda, e esperta, nos divertimos muito todos os dias.
Tenho andado meio sem inspiração pra escrever, ando meio ocupada procurando novos caminhos, tenho lido, estudado, novas portas parecem querer se abrir e meu pensamento anda meio ocupado com tudo isso.
Também tenho feito novas amizades por aqui, estou sendo apresentada pra uma galera que escreve blog por razões bem diferentes das minhas. Comecei essa historia pra elaborar o luto pela morte do meu pai e de repente tenho encontrado umas mãezinhas que escrevem coisas boas de se ler e que, acreditem, lêem o que escrevo, tem sido muito bom.
Minha saudade é muito grande, quanto mais a Luiza cresce, mais saudade eu sinto e acho que vai ser assim a vida inteira. Mas ela continua e logo a inspiração volta e eu volto com as minhas historias, afinal, elas estão sendo escritas para que a Luiza possa um dia ler e enfim conhecer de pertinho esse vovô que partiu qdo ela chegou.

Sejam bem vindas no meu cantinho novas amigas e que venham outras, prometo ser tão fiel quanto vocês e visitá-las sempre.