Na madrugada da sexta para o sábado Luiza teve sua primeira febre. Enlouqueci. Fiquei me sentindo muito culpada porque agora ela vai pra escola, come papinhas e eu já posso mais protegê-la com meus anticorpos como antes. Mas como disse meu marido, ela tem que crescer. É engraçado como tenho visto todas as minhas teorias caírem por terra desde que Luiza nasceu, na prática a coisa é outra. Deus me deu uma filha perfeita, não teve cólicas, não troca o dia pela noite, mama com vontade, cresce numa proporção fenomenal, tem quase sete meses com tamanho de um ano, quem não quer um bebê assim? Dei-me conta que com todas estas dádivas tenho dificuldade em lidar com o que sai do normal, da rotina. Há alguns dias ela decidiu que não queria dormir, ficava acordando de hora em hora e eu fiquei podre. Li um livro que ensinava a fazer dormir, tinha que deixar o bebê chorar até se acalmar sozinho, percebi que com minha riqueza não funciona, ela fica desesperada e aí que a coisa desanda. Ela voltou a dormir, acordando apenas pra mamar, como sempre fez. Aqui é que eu preciso mudar, ensiná-la que ela não precisa comer de madrugada. Com a febre revivi dois momentos muito difíceis da minha vida: a doença de meu pai e a minha própria doença. Por mais que eu olhasse pra ela e visse uma criança super esperta, não fosse o termômetro nem diria que estava com febre, meu coração estava em pânico, que medo de perdê-la. Nem sabia que estava tão traumatizada. E quando fico apavorada fico também impaciente, o que é muito ruim, quero que as coisas se resolvam assim, num estalar de dedos, e não é assim, né. Passou, Luiza já está boa de novo, foi uma bobagem, graças a Deus, e agora faço essa reflexão, tenho muito o que aprender. Às vezes penso que não vou deixar minha riqueza crescer, sair da barra da minha saia, e eu nem uso saia, mas me esforço para não ser tão neurótica, filhos são do mundo.
Mamãe coragem, que segue meu blog disse que prefere babá à creche, sabe que eu tô começando a achar que eu também? Mas aqui em São Paulo é tudo tão grande, imprevisto, assustador às vezes. Estamos aqui apenas eu e meu marido, não temos família por perto. Fizemos muitos amigos nestes anos aqui, mas quando o bicho pega mesmo somos só eu e ele e por um tempo era apenas eu. Sugeriram-me trazer alguém da minha terra pra cuidar da Luiza, mas eu moro numa caixinha de fósforo, onde iria acomodar alguém? Mesmo com meu coraçaõ partido ainda acho que a escola é a melhor opção. São só 5 crianças pra duas tias, sei que ela é bem cuidada lá, eu é que estou mal cuidada aqui, longe dela.
Mamãe coragem, admiro você e estou rezando pra que sua Duda seja luz na sua vida, assim como a Luiza é na minha.
Mamãe coragem, que segue meu blog disse que prefere babá à creche, sabe que eu tô começando a achar que eu também? Mas aqui em São Paulo é tudo tão grande, imprevisto, assustador às vezes. Estamos aqui apenas eu e meu marido, não temos família por perto. Fizemos muitos amigos nestes anos aqui, mas quando o bicho pega mesmo somos só eu e ele e por um tempo era apenas eu. Sugeriram-me trazer alguém da minha terra pra cuidar da Luiza, mas eu moro numa caixinha de fósforo, onde iria acomodar alguém? Mesmo com meu coraçaõ partido ainda acho que a escola é a melhor opção. São só 5 crianças pra duas tias, sei que ela é bem cuidada lá, eu é que estou mal cuidada aqui, longe dela.
Mamãe coragem, admiro você e estou rezando pra que sua Duda seja luz na sua vida, assim como a Luiza é na minha.
