quinta-feira, 28 de maio de 2009

De volta pra casa

Voltamos, enfim, para nosso lar doce lar. Estava com saudades... principalmente da minha super máquina de lavar roupas. É, quem tem bebê é que sabe o bem que faz ter uma super máquina de lavar roupas. Claro que mesmo super ela não é ultra mega master blaster, as roupinhas de cocô precisam ser esfregadas à mão e colocadas de molho antes de ir pra máquina, mas com esse tempo londrino que faz aqui ter uma super máquina que lava e seca a roupa, faz sim toda diferença. Também estava com saudade de dormir em minha cama macia, ai que delicia, e escrever no meu computador, meu teclado, meu mouse, meu cantinho, que saudade!
Estamos nos organizando, eu e Luiza, para enfim estabelecermos uma rotina de mãe e filha. Um pouco tarde, eu sei, afinal ela já vai fazer tres meses, mas antes tarde do que nunca. Minha mãe me ligou hoje me chamando pra ficar lá com ela. Confesso, fiquei tentada, ajuda com as roupinhas, comida pronta na hora certa, alguns braços pra pegar a Luiza quando ela tá chatinha, alguém pra conversar. Mas não, hora de pegar minha vida de volta e reorganizá-la com a chegada de minha princesa.
Minha pequena está tão grandona, tão pesada, uma toneladinha, haja braço. E está tão linda, tão esperta... hoje ela aprendeu a agarrar o bichinho do móbile do carrinho e colocar na boca, um barato, embora pouco higiênico, vou precisar ficar cada vez mais atenta a tudo, e lavar com mais frequência os amiguinhos da Luiza.
Ela é a coisa mais rica deste mundo. Ela acorda, olha pra mim e sorri. Agora ela está começando querer gargalhar, um barato, e quando fica contrariada começa a conversar, como quem quer dizer que não concorda, muito engraçado. Ela é linda, linda! E eu boba, baba, baba.
De volta à nossa casa a vida segue e meu coração a cada dia aprende o que amar de verdade.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Meu maior sonho

A vida às vezes nos prega peças, só rindo mesmo pra não desesperar. Quando adolescente eu costumava dizer que tinha três grandes sonhos: ser mãe, casar, me formar, nesta ordem. Como menina ajuizada que sempre fui também dizia que para que nada desse errado começaria pelo terceiro sonho, depois o segundo e enfim realizaria meu grande sonho: ser mãe! Pois bem, meu sonho está aqui ao lado, dorme feito anjinho e encanta meus dias, enche de luz e amor, faz tudo valer a pena. Mas eis que a vida me pregou uma peça. Depois de toda essa empreitada, me formei, casei, realizei uma centena de coisas, fui mãe e... minha vida está de pernas pro ar. Meu sonho nasceu, viveu seu primeiro mês em nossa casa junto de sua mãe (eu), seu pai e sua vovó (minha mãe), como é de se esperar. Aí acabaram as férias de papai e, primeiro meu sonho foi pra casa da vovó e depois pra casa da Tio Valcir e da Tia Rita, para poder ficar perto do papai. Agora está chegando a hora de voltar pra casa e, triste constatação, não para meu sonho, mas para mim, se eu quiser que alguém segure meu sonho pra eu tomar banho, terei que continuar ficando na casa de alguém. Pode? Estamos esperando que a vida se ajeite, papai está aguardando sua transferência no trabalho, mas esta nunca sai. E cá estamos diante desse dilema: se queremos a ajuda da vovó nos cuidados com meu sonho, temos que ir pra casa dela. Se quisermos o carinho diário de papai, temos que ficar na casa dos tios, mas, se quisermos ficar em nossa casa, meu sonho enfim aproveitando seu cantinho preparado com tanto amor, temos que ficar longe de todos. Uma loucura. Acreditamos que quando meu sonho chegasse tudo já estaria resolvido. Já se vão quase três meses e nada ainda. Estou angustiada. Esperava que vovó ficasse uns tempos a mais com a gente dando uma mão, mas ela já retomou sua vida. Papai precisa ganhar pro leitinho da mamãe pra ela produzir o do bebê, e por aí vai. E meus sonhos se juntaram numa embolada danada, não sei o que fazer. Pra dizer bem a verdade não posso fazer nada, só esperar. Haja coração...

O lado bom disso tudo é que, como eu sou a mãe, para onde eu for meu sonho vai comigo. Até que ela sonhe os próprios sonhos vamos ficar assim grudadinhas, todos os dias, todos os momentos, juntinhas, só curtindo nosso amor. E eu me deliciando com o meu maior sonho!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Voar, voar, voar...

Estamos em Itaipava há mais de uma semana. Luiza fez sua primeira viagem de avião no dia em que completou dois meses, um luxo! Vesti-a de ursinho e lá fomos nós pro aeroporto. Minha mãe e irmã foram nos levar. Já na fila do check in minha pequena começou a fazer sucesso. E foi assim durante toda a viagem. No avião sentamos logo na primeira fila, a fila das prioridades, e cada um que embarcava parava diante dela e comentava: que gracinha! E Luiza se comportou feito uma princesa, não reclamou de nada, mamou e dormiu, uma fofa. E eu fiquei pensando como seria chegar em terra e ligar contando pro Vovô a sensação que foi a primeira viagem da Luiza. Como ele teria se deliciado ouvindo esta historia e o quanto ele a repetiria orgulhoso de sua netinha de apenas dois meses que já viajou de avião. No mesmo dia, horas depois, sua outra netinha de um ano e dez meses também viajou de avião pela primeira vez, haja coração de avô pra conter tanto orgulho e tanta felicidade, ele teria vibrado. Meu irmão que me perdoe, mas com certeza ele ficaria ainda mais pomposo com o feito de Luiza, mas não deixa de ser uma feliz coincidencia as duas priminhas viajando no mesmo dia, pra destinos diferentes e por motivos diferentes, mas compartilhando da mesma importância.
Dizem que o tempo cura tudo, mas a cada dia a saudade de meu pai dói cada vez mais. E como dói não poder mais dividir com ele tantas novidades. Luiza a cada dia aprende uma coisa nova, de repente ela pára de mamar pra conversar. E fala, fala, fala, uma tagarela essa minha filhinha. E quando ela brinca com os amiguinhos do mobile do carrinho então, um mimo. Ela bate nos amiguinhos, agarra, um barato. E eu fico olhando. E babando, porque a cada dia estou mais apaixonada por esta riqueza que Deus me deu. Ela está imensa, um bebezão, linda! De encher os olhos e o coração. E o braço. Aliás, haja braço pra carregar essa fofura, quando ela não precisar mais do meu colo estou pensando seriamente em concorrer nestes campeonatos de levantamento de peso. Meu pai com certeza ficaria orgulhosíssimo de mim, Luiza sem dúvida alguma é minha melhor obra. Nenhum diploma, nenhuma grande viagem, nada que eu tenha feito antes supera esse feito, aliás, nada chega perto do prazer que eu sinto, da felicidade que estou vivendo. Meu coração esbanja amor, esbanja alegria, estou certa de que no lugar de meus olhos tem dois coraçõezinhos brilhantes. E é isso o que mais dói, o que mais faz apertar a saudade. Ai ai.

Luiza já está morando em seu terceiro estado. Nasceu em São Paulo, foi para Minas e agora está no Rio. Muito chique essa minha filha. Nasceu para ganhar o mundo. De um jeito ainda mais grandioso do que sonhou seu vovô e viveu sua mamãe. Luiza nasceu para voar, voar, voar...