Mês de junho já se foi, mês das festas e dos santos. Hoje Luiza faz 4 meses e eu acordei com a seguinte lembrança: os dias vão ficando mais longos daqui em diante. Meu pai fazia todo ano um relógio de sol para acompanhar as estações do ano. No fundo da oficina dele tem um cantinho que não é coberto, onde as peças dos carros são lavadas. Neste lugar ele costumava acompanhar o movimento do sol e fazia marquinhas no chão, acompanhando a chegada e a despedida do inverno. Todo ano era assim. (Meu pai detestava o frio). Ele contava que os dias iam diminuindo de tamanho até São João (dia 24 de junho), permaneciam iguais até São Pedro e iam esticando novamente de tamanho até chegar a primavera. Meu pai era um gênio, não? Que saudade...
Luiza hoje faz 4 meses, está linda, grandona, fofa. Cada dia mais esperta, com um repertório de coisas fofinhas que ela faz e que aumenta a cada dia. Fiquei pensando: não vou saber ensinar à Luiza fazer o relógio de sol, não vou saber explicar pra ela e ela vai ficar sem saber acompanhar este movimento do espaço chamado tempo. Todo ano é igual, embora diferente e Luiza vai ficar sem a magia deste olhar porque eu não vou saber fazer igual, meu pai era único. Vovô era único e dói dentro de mim ela não ter.
Semana passada sonhei com ele duas vezes. Na primeira eu o encontrei e segurei sua mão, tão quente como me lembro que era, e senti sua presença. Na segunda eu estava contando a ele as peripécias de Luiza e ele sorria. Não me conformo, não vou me conformar, o tempo só faz aumentar minha saudade e minha indignação: então quer dizer que ele não vai voltar mesmo! Ai, ai... já vai fazer um ano. Parece que foi ontem... parece que já faz décadas... que saudade!
Luiza hoje faz 4 meses, está linda, grandona, fofa. Cada dia mais esperta, com um repertório de coisas fofinhas que ela faz e que aumenta a cada dia. Fiquei pensando: não vou saber ensinar à Luiza fazer o relógio de sol, não vou saber explicar pra ela e ela vai ficar sem saber acompanhar este movimento do espaço chamado tempo. Todo ano é igual, embora diferente e Luiza vai ficar sem a magia deste olhar porque eu não vou saber fazer igual, meu pai era único. Vovô era único e dói dentro de mim ela não ter.
Semana passada sonhei com ele duas vezes. Na primeira eu o encontrei e segurei sua mão, tão quente como me lembro que era, e senti sua presença. Na segunda eu estava contando a ele as peripécias de Luiza e ele sorria. Não me conformo, não vou me conformar, o tempo só faz aumentar minha saudade e minha indignação: então quer dizer que ele não vai voltar mesmo! Ai, ai... já vai fazer um ano. Parece que foi ontem... parece que já faz décadas... que saudade!

Um comentário:
OI querida,
nossa me comoveu esse seu post.
Seu pai devia ser alguém muito especial mesmo né?
realmente é dificil aceitar não ter mais alguém tão marcante assim.
Luiza com certeza iria amar esse vovô.
Beijo pra vc.
apareça lá conosco, vai ser bom ter vc por la´.
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