Dizem que o tempo cura tudo. Por um tempo duvidei dessa frase, mas começo a acreditar que possa ser verdade. Já faz um ano e três meses que meu pai partiu. Por um longo período nutri um sentimento que ia da indignação à raiva, uma certeza de que nunca me conformaria, que sempre me perguntaria se era verdade mesmo, por que tão cedo, enfim... mas o tempo passou. Ano passado, nesta mesma data, dia das almas, não pude visitar meu pai no cemitério e foi um sofrimento horrível, parecia que eu o estava traindo. Desta vez também não fui, aliás me dei conta de que não tenho muita vontade de ir ao cemitério, não sofri. Ao contrário me dei conta que aquela raiva toda passou, meu coração está tranquilo, cheio de paz e amor, sobrou apenas a saudade, aquele sentimento que a gente tem porque já amou demais. Que bom! A vida tem sido generosa, me deu uma família linda e uma filhinha tão fofa, tão esperta, tão alegre, que manter sentimentos menos nobres não é bonito da minha parte, só posso sentir gratidão e alegria. A única coisa que ainda me entristece demais é que minha pequena é tão especial que seria o orgulho do vovô, estou certa de que ele curtiria muito a neta, sairia mostrando ela pra todo mundo, exibindo mesmo, até deixar a gente com vergonha, mas feliz por tanto orgulho e tanto amor. Ela seria o xodó dele e ele o xodó dela. Ele não a teve e ela não o terá. Fazer o quê.
Não tenho vontade de ir ao cemitério e é porque ele está aqui, dentro de mim. Nunca vou conseguir mostrar a Luiza sua grandiosidade, mas parte do que eu sou e do que eu sinto vem dele, assim, no meu colo mora um pouco do colo dele também, é o que eu posso fazer. E guardar estas historias para quando ela souber ler. Tomara que ela se emocione e reviva estes momentos pelos meus olhos, assim poderá sentir saudades do vovô que não conheceu, mas que já a amava antes mesmo dela nascer...
O tempo é sábio e abranda as feridas, mas não leva embora o amor que outrora sentimos. Suaviza nossa vida com a doce saudade e transforma a dor em historias pra contar, pra lembrar, pra sorrir de novo e de novo ser feliz. Sábio tempo...
Não tenho vontade de ir ao cemitério e é porque ele está aqui, dentro de mim. Nunca vou conseguir mostrar a Luiza sua grandiosidade, mas parte do que eu sou e do que eu sinto vem dele, assim, no meu colo mora um pouco do colo dele também, é o que eu posso fazer. E guardar estas historias para quando ela souber ler. Tomara que ela se emocione e reviva estes momentos pelos meus olhos, assim poderá sentir saudades do vovô que não conheceu, mas que já a amava antes mesmo dela nascer...
O tempo é sábio e abranda as feridas, mas não leva embora o amor que outrora sentimos. Suaviza nossa vida com a doce saudade e transforma a dor em historias pra contar, pra lembrar, pra sorrir de novo e de novo ser feliz. Sábio tempo...

2 comentários:
oI amiga linda, obrigada pelas palavras de carinho, eu tô muito ansiosa.
E realmente o tempo é sábio.
beijo em teu coração
que bom Ni, acalmar o coração é algo dificil,mas que não tem preço... beijos mil,saudades!!
=]
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