Quando nasce um filho você não o imagina fazendo 30 anos, uma filha então... Quando criança mulheres de 30 já eram "coroas", termo usado para se dizer "passada da idade". Logo finda minha primeira metade de 30, farei 35 este ano, e sempre me pego tentando adivinhar a idade das moças por aí, penso que são mais velhas que eu e logo me assusto quando penso que elas podem ter por volta de 35 e constato ser esta a minha idade. Que fazer? Fico me olhando no espelho à procura destes anos, ainda enxergo uma pessoa com uma "cara" mais jovem, ao menos mais jovem do que aquele lugar comum das coroas dos meus tempos de criança. Será? Agora à pouco mesmo, no almoço, o casal da mesa ao lado abordou-me perguntando se o nhoque estava bom. Depois uma ou duas frases me peguei tentando adivinhar a idade daquela mulher. Sei lá, ela me pareceu mais velha do que eu, mas talvez tenha a mesma idade. Coisa estranha...
Meu pai tinha um jeito bonitinho de lembrar dos aniversários, ele dizia há 30 e tantos anos, e contava a história do nascimento. Que diria ele ao ver sua caçula fazer 35 anos? Já? É, talvez ser mãe de uma menininha pequena me faça mais jovem. A mulher do restaurante também é mãe de uma menininha, mas alguns anos mais velha que a minha. Ponto para os costumes surgidos nos tempos de hoje que nos obriga a sermos uma centena de coisas antes de nos tornarmos mães. Isso é ruim? Penso eu que não. Ser mãe depois dos 30 me possibilitou bem viver todos os anos que antecederam este fato único de minha vida, nos quais tratei de correr atrás de meus sonhos e de ser feliz. Deu certo! Acho que posso dizer sem sombra de arrependimentos que eu cheguei lá! Mesmo com todas as crises, mas quem não as tem?
Hoje logo cedo colocamos o CD do Balão Mágico pra Luiza ouvir e na música Se Enamora me lembrei que sofri por amor pela primeira vez aos 8 anos de idade. Um pouco cedo, não? Talvez eu de fato tenha nascido com uma alma velha. Meu primeiro amor se chamava Laurence e era amiguinho da escola. Nas férias eu senti uma saudade sem fim do meu primeiro amor platônico. Nós crescemos e ele virou motorista de ônibus. Algumas vezes cheguei a viajar com ele conduzindo meu ônibus e depois destes anos todos ele não tem mais nada daquele garoto de 8 anos que me encantou. A infância tem isso de fantástico, não há diferenças. Sempre olho na rua as pessoas daquela época e me assusto às vezes com que vejo, com o rumo que muitas vidas tomam e como muitas delas nada tem a ver com a minha. Fico feliz por ter tomado rumo diferente e me entristeço por saber que nem todo mundo teve o mesmo destino.
Ah, a música do meu primeiro amor era "Doces Beijos", do Menudo, embora nunca tenha havido beijo de fato, só nos sonhos de uma criança apaixonada. Não me lembro como eram esses sonhos e sofri um pouco pra lembrar da música, mas me lembro do dia que ele foi lá em casa com a mãe dele encomendar uma roupa pra minha mãe (que era costureira), e eu fiquei me fazendo de difícil no quarto. Só o vi de longe. Deste amor isso foi tudo o que restou.
E vieram outros amores, reais, imaginários, tocáveis, intocáveis. Tenho cá pra mim que apaixonar-se e sofrer por amor é que dá a verdadeira graça pra vida. Ainda que isso seja só por um tempo da vida, já todos nós busca por estabilidade, por uma chão firme pra pisar, segurança pra comprar uma casa, construir uma família. Depois de "certa idade" viver o fervor de uma paixão é por demasiado arriscado. Sei lá. Jogar-se numa paixão e trancar-se no quarto enquanto morre de chorar porque não deu certo é pra quem não tem conta pra pagar nem tem ninguém que dependa de si. Às vezes sinto uma saudadezinha pequenininha de me jogar na cama e ficar lá enquanto as horas passam. Não consigo mais.
Foram bem vividos e já são quase 35. E que venham os próximos, quanto mais melhor, porque a cada ano uma montanha de histórias vão sendo construídas para depois virar, quem sabe, um livro, um blog, uma herança. Só uma coisa realmente me assusta: com os anos fico cada vez mais parecida com minhas irmãs, com minha mãe. Às vezes penso que estou perdendo minha identidade...
Meu pai tinha um jeito bonitinho de lembrar dos aniversários, ele dizia há 30 e tantos anos, e contava a história do nascimento. Que diria ele ao ver sua caçula fazer 35 anos? Já? É, talvez ser mãe de uma menininha pequena me faça mais jovem. A mulher do restaurante também é mãe de uma menininha, mas alguns anos mais velha que a minha. Ponto para os costumes surgidos nos tempos de hoje que nos obriga a sermos uma centena de coisas antes de nos tornarmos mães. Isso é ruim? Penso eu que não. Ser mãe depois dos 30 me possibilitou bem viver todos os anos que antecederam este fato único de minha vida, nos quais tratei de correr atrás de meus sonhos e de ser feliz. Deu certo! Acho que posso dizer sem sombra de arrependimentos que eu cheguei lá! Mesmo com todas as crises, mas quem não as tem?
Hoje logo cedo colocamos o CD do Balão Mágico pra Luiza ouvir e na música Se Enamora me lembrei que sofri por amor pela primeira vez aos 8 anos de idade. Um pouco cedo, não? Talvez eu de fato tenha nascido com uma alma velha. Meu primeiro amor se chamava Laurence e era amiguinho da escola. Nas férias eu senti uma saudade sem fim do meu primeiro amor platônico. Nós crescemos e ele virou motorista de ônibus. Algumas vezes cheguei a viajar com ele conduzindo meu ônibus e depois destes anos todos ele não tem mais nada daquele garoto de 8 anos que me encantou. A infância tem isso de fantástico, não há diferenças. Sempre olho na rua as pessoas daquela época e me assusto às vezes com que vejo, com o rumo que muitas vidas tomam e como muitas delas nada tem a ver com a minha. Fico feliz por ter tomado rumo diferente e me entristeço por saber que nem todo mundo teve o mesmo destino.
Ah, a música do meu primeiro amor era "Doces Beijos", do Menudo, embora nunca tenha havido beijo de fato, só nos sonhos de uma criança apaixonada. Não me lembro como eram esses sonhos e sofri um pouco pra lembrar da música, mas me lembro do dia que ele foi lá em casa com a mãe dele encomendar uma roupa pra minha mãe (que era costureira), e eu fiquei me fazendo de difícil no quarto. Só o vi de longe. Deste amor isso foi tudo o que restou.
E vieram outros amores, reais, imaginários, tocáveis, intocáveis. Tenho cá pra mim que apaixonar-se e sofrer por amor é que dá a verdadeira graça pra vida. Ainda que isso seja só por um tempo da vida, já todos nós busca por estabilidade, por uma chão firme pra pisar, segurança pra comprar uma casa, construir uma família. Depois de "certa idade" viver o fervor de uma paixão é por demasiado arriscado. Sei lá. Jogar-se numa paixão e trancar-se no quarto enquanto morre de chorar porque não deu certo é pra quem não tem conta pra pagar nem tem ninguém que dependa de si. Às vezes sinto uma saudadezinha pequenininha de me jogar na cama e ficar lá enquanto as horas passam. Não consigo mais.
Foram bem vividos e já são quase 35. E que venham os próximos, quanto mais melhor, porque a cada ano uma montanha de histórias vão sendo construídas para depois virar, quem sabe, um livro, um blog, uma herança. Só uma coisa realmente me assusta: com os anos fico cada vez mais parecida com minhas irmãs, com minha mãe. Às vezes penso que estou perdendo minha identidade...

Um comentário:
rs, Ni se parecer com as que vieram antes de nós é sina, mas tbm pode ser bênção! aproveita! rs... vocÊ não parece que tem 34, muito menos 30 gente!! e ainda mais mãe... tá linda! eu sempre falo pro pessoal que foi maravilhoso fazer 30, e aos 34 eu me sinto no auge, poderosa!! rs
vamos aproveitar!
:)
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