Não tem prazer maior para uma mãe do que ver seu filho, ou filha, comer! É, creio que para as mães mais encanadas com o corpo e gordurinhas a mais, talvez isso possa tornar-se um conflito, mas quem já viveu a dor de ouvir do pediatra que seu bebê ganhou pouco peso sabe do que eu estou falando. E determinada a fazer minha fofura comer e com prazer, passei seus dois primeiros anos insistindo em apresentar tudo quanto fosse possível em termos de alimentos saudáveis. E deu certo! Mas aqui não é espaço para discussões nutricionais, não. Aqui é pra falar de saudade, de amor, de momentos de conflito (por que não?), e de coincidências: a Luiza gosta de maçãs. Meu pai adorava maçãs. Esses detalhes pequenos fazem com que minha riqueza se aproxime dele, o vovô Anizio. E eu sinto meu coração se aquecer cada vez que isso acontece.
Ser mãe é tarefa um tanto complicada. Mas eu tirei de letra! Orgulho-me da mãe que me tornei e meu termômetro é a alegria e tranquilidade da minha filha, meu pai se orgulharia.
Dificil mesmo é ser multitarefa! Agosto começou e eu ainda estou entendendo como se dá essa passagem de tempo.
Ontem li uma coisa que fez tudo ficar claro pra mim de todo o meu processo de crise e cura: "e a receita é uma só: fazer as pazes com você mesmo, diminuir a expectativa e entender que felicidade não é ter. É ser." (Fernanda Melo). Fazer as pazes comigo! Foi isso que ficou diferente! De repente parei de me culpar pelos males da minha vida e pelos meu insucessos, parei de me culpar por não ser o que esperam de mim, as pessoas esperam demais, e passei a acreditar que ninguém é mesmo 100%, então por que eu tenho que ser? E isso me deu espaço para pensar em mudanças e projetos.
Mas hoje fiquei muito frustrada: meu dia tem muito poucas horas para tantas tarefas as quais quero e preciso dar conta. Estou tentando me organizar e sei que não é de um minuto para o outro que toda a atitude de uma vida inteira vai virar outra coisa. Estou tentando! Embora tenha me sentido frustrada hoje, amanhã é outro dia. Não sei o que vou fazer, como vou fazer, nem onde vou chegar, mas já saí do lugar e é isto que importa.
Conheço duas formas de lidar com minhas angústias e frustrações: falar e escrever! Tentei falar, mas meu ouvinte não conseguiu ser sensível ao que eu dizia e nesse momento preciso de incentivos e não de críticas. Aí uma imagem me fez morrer de rir e o dia voltou a ficar leve. Então vou encerrar meu dia, vou acabar as tarefas que me propus fazer todos os dias para que a vida fique mais organizada, e vou dormir. O futuro está só começando e preciso estar descansada pra quando ele chegar de fato.

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