terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Ai, ai.

Não sei se é a proximidade do nascimento da Luiza, mas minha saudade anda atingindo picos altíssimos. As pessoas sempre dizem que o tempo cura tudo e eu continuo achando que só cura queijo mesmo. A cada dia essa falta, esse buraco só aumenta. As vezes me dá medo, as vezes me dá raiva, as vezes me lembro de tudo e penso que foi melhor assim, mas a saudade... Minha barriga está enorme, a Luiza está enorme, um bebezão de fazer orgulho em qualquer avô. Fico pensando o quanto ele se realizaria ouvindo as novidades sobre ela. Fecho os olhos e o vejo contando aos seus amigos que no sétimo mês de gravidez da filhinha querida a neta já tinha 39cm e pesava 1,5KG, Imagino ele contando com orgulho do nascimento de cada filho,todos grandes e saudáveis também, como a neta que em breve chega. Dói demais não ter mais isso.
Tenho vivido muitas coisas nos últimos dias. A viagem ao Rio, depois pra Petropolis, a possibilidade da mudança. Mas tudo isso perde um pouco o brilho por não poder mais contar a ele. Nunca conheci ninguém que fosse tão apaixonado quanto Seu Anivio. Ele ouviria, criticaria, elogiaria como ninguém que eu conheça é capaz de fazer. Olho o sol e penso que seu brilho anda ofuscado desde que ele partiu. Penso que nada mais vai ter a mesma graça. Com Luiza a graça é outra. Faz muita falta falar com ele, ainda que só por telefone, se fosse possível...

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