Tudo depende de como decidimos olhar pras coisas. Segunda fui levar a Luiza pra escola e não me deixaram entrar, tive que deixá-la na porta. Saí de lá chorando, morrendo de raiva e de saudade. Parecia o primeiro dia. Ontem também fiquei meio assim, mas hoje a coisa mudou. Desde o inicio tenho tentado aprender a usar este tempo que a Luiza fica na escola a meu favor, mas nesses quase quatro meses mais tenho cuidado da casa do que de mim. Já passei por diversas fases, do amor à dor, meu cansaço às vezes é tanto que não tenho muita vontade de nada. No entanto quando me sobra um tempinho fico perdida, procurando uma roupa pra lavar, um canto pra arrumar, mas meio sem coragem de mexer no que está quieto. É, porque se você quizer mesmo, o que não falta é canto pra arrumar numa casa. Já fiquei meio deprimida, oprimida, com vontade de me entregar mesmo, assim teria uma boa desculpa para não buscar soluções pras questões que reverberam em minha mente, mas... e eu sou mulher de me entregar? E eu sou fraca? (adoro esse bordão). Não sou. Não entrei no clima de fim de ano, dentro de mim uma parte ficou parada lá atrás, antes da Luiza nascer e como não consegui retomar minha vida profissional do ponto em que parou, deu um nó. Só consegui desejar noites inteiras de sono para este ano que começou. Mas a mágica sempre acontece, quer a gente queira, quer não. De repente fui tomada pela energia do inicio, do re-inicio, aquela que nos envolve todo janeiro. Passei a sentir de novo a vontade ser util para o mundo também, não só para mim e minha familia, e hoje estou contente porque desde ontem consegui enfim dedicar um tempo para outra coisa que não só minhas tarefas domesticas, acho que estou retomando minha carreira. Aos poucos, confesso, sem saber ainda direito para onde ir, mas já dei o primeiro passo.
Nesta noite, depois de colocar a Luiza na cama quatro vezes, já exausta por meu bebê não estar dormindo direito (está nascendo um dentinho, aff), pensei: acho que nunca mais vou conseguir trabalhar fora. Que vida vazia, hoje minha pequena preenche todo o meu tempo e consome toda a minha energia, mas daqui há pouco tudo o que ela vai querer é ficar distante de mim, e eu nessa historia, como fico? Ainda não sei, só sei que não vou ficar assim. Com tempo, com paciência, sem desespero, a porta que se fechou logo se abrirá numa janela, ainda não a vejo, mas que ela vai abrir, ah, isso vai. E vou seguindo, minha caminhada ainda não terminou, talvez eu pegue um atalho, talvez não, sei lá, só sei que vou seguindo...
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
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2 comentários:
Primeiro, deixa eu comentar que se meu bebê fosse menina chamaria Ana Luiza. Amo muito esse nome!
Eu meio que chorei quando li seu relato aqui, acho que são os hormônios, né? Hahaha
Não quero nem pensar quando ter que deixar meu pequeno na escolinha... e não vai demorar muito =/
Obrigada pela dica, vou sim passar a acordá-lo! Todo mundo merece mesmo uma noite bem dormida, né?
Um beijão em vcs e desculpe a falta de tempo/carinho com vcs... ainda não entramos na rotina!!!
Querida, desculpa não aparecer antes, desculpa pela falta de carinho mas sabe como é, com bebê pequeno, fica tudo difícil!
Mas estamos voltando aos poucos! hehe
Tá tudo bem por aí? Vc sumiu!
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