Sempre tive muito medo de duas coisas na vida: incêndio e enchente. Claro que temo outras também, mas estas duas para mim tem algo de comum, de repente começa e você nem sempre tem como escapar. Por isso mor em apartamento há muitos anos, mas sempre busquei andares baixos, penso que num incêndio se eu não estiver muito no alto, talvez tenha uma chance. E evito se posso sair em dias de chuva.
Quando pensava em incêndio, sempre vinha na minha cabeça que seria muito duro perder minha casa, minhas coisas e eu sempre pensava que se precisasse sair correndo, duas coisas eu não poderia deixar de levar: meu ursinho de pelúcia e minhas fotos. O tempo passou, hoje meu ursinho mora na casa da minha mãe e aguarda o melhor momento de vir morar junto com os brinquedos da Luiza e minhas fotos são tantas, a maioria digitalizadas, até ficava fácil carregar umas mídias, mas penso que minhas memórias estão antes guardadas em meu coração. Claro que amo olhar as fotos e lembrar do dia em que foram tiradas, mas o amor que senti incêndio nenhum é capaz de destruir. Se um dia acontecer uma tragédia, tratarei de salvar minha família e minha vida, nesta ordem, aí se der tento pegar as fotos, se não der, tudo bem. O que eu sou é tudo o que vivi até hoje e é o que importa. Em 2001 estive morando na Irlanda. Visitei o Bounglas Cliff, o maior penhasco da Europa, nunca vi lugar como esse, meus olhos se abriam e fechavam num quase não crer no que viam, que lugar lindo, lindo, especial, mágico. Tirei uma centena de fotos e em nenhuma delas a magia daquele lugar apareceu, só indo lá pra ver. Então conto minhas historias e penso que na emoção das minhas palavras encontram-se fotos melhores do que as que tenho em meu computador e nos álbuns que guardo com tanto amor e saudade, mas bom mesmo seria poder deixar entrar em meu coração e olhar minhas lembranças quem ouve e lê minhas histórias, aí sim as fotos do meu coração seriam antes eternizadas e compartilhadas com todos que amo. Já pensou poder reviver o que nunca se viveu na saudade do outro? Eu convidaria a todos para habitar meu coração e sentir o que senti em cada momento de minha vida e trataria de visitar outros corações também, assim minhas historias seriam ainda melhores do que as que tenho pra contar.
Quando pensava em incêndio, sempre vinha na minha cabeça que seria muito duro perder minha casa, minhas coisas e eu sempre pensava que se precisasse sair correndo, duas coisas eu não poderia deixar de levar: meu ursinho de pelúcia e minhas fotos. O tempo passou, hoje meu ursinho mora na casa da minha mãe e aguarda o melhor momento de vir morar junto com os brinquedos da Luiza e minhas fotos são tantas, a maioria digitalizadas, até ficava fácil carregar umas mídias, mas penso que minhas memórias estão antes guardadas em meu coração. Claro que amo olhar as fotos e lembrar do dia em que foram tiradas, mas o amor que senti incêndio nenhum é capaz de destruir. Se um dia acontecer uma tragédia, tratarei de salvar minha família e minha vida, nesta ordem, aí se der tento pegar as fotos, se não der, tudo bem. O que eu sou é tudo o que vivi até hoje e é o que importa. Em 2001 estive morando na Irlanda. Visitei o Bounglas Cliff, o maior penhasco da Europa, nunca vi lugar como esse, meus olhos se abriam e fechavam num quase não crer no que viam, que lugar lindo, lindo, especial, mágico. Tirei uma centena de fotos e em nenhuma delas a magia daquele lugar apareceu, só indo lá pra ver. Então conto minhas historias e penso que na emoção das minhas palavras encontram-se fotos melhores do que as que tenho em meu computador e nos álbuns que guardo com tanto amor e saudade, mas bom mesmo seria poder deixar entrar em meu coração e olhar minhas lembranças quem ouve e lê minhas histórias, aí sim as fotos do meu coração seriam antes eternizadas e compartilhadas com todos que amo. Já pensou poder reviver o que nunca se viveu na saudade do outro? Eu convidaria a todos para habitar meu coração e sentir o que senti em cada momento de minha vida e trataria de visitar outros corações também, assim minhas historias seriam ainda melhores do que as que tenho pra contar.

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