Copa do Mundo - quanta loucura! Eu costumava ser fascinada por Copa do Mundo. Até passei a entender um pouco da regra do jogo, sei até o que é impedimento. A primeira Copa de que me lembro foi a de 1982. Muitas de minhas novas amigas do fórum Mães & Amigas nem deveriam ter nascido neste ano, mas meu pai comprou uma TV novinha só para assistir à Copa (boa desculpa, boas promoções, naquela época já deveria ser assim). Minhas irmãs e suas amigas enfeitaram a rua com bandeirinhas verdes e amarelas. No mesmo dia o Brasil perdeu, não lembro pra quem, mas minha irmã do meio ficou tão decepcionada que quis retirar as inocentes bandeirinhas num acesso de raiva. No mesmo dia um caminhão com carga muito alta tratou de fazer o serviço. Confesso, com meus 5 para 6 anos não entendi muito bem porque tanta raiva, enfim. Quando o caminhão arrastou cruelmente as bandeirinhas fiquei triste, eram tão bonitinhas e eu fiz a maior festa com as meninas mais velhas enquanto elas faziam o serviço.
Em 86 foi a minha vez. O Brasil ia bem e eu ganhei uma camiseta com as cores da bandeira., a ditadura havia terminado. Não era tão linda quanto a que comprei pra Luiza, mas era legal. E no mesmo dia o Brasil perdeu. Chorei, chorei, gritei, quis queimar a camiseta e quase consegui, mas minha mãe me tomou o isqueiro antes que eu conseguisse enfim incendiá-la. E foi assim. Nunca achei que viveria pra ver o Brasil campeão. É, porque já passei dos 30, mas nasci depois do Tri. E aconteceu. Em 94 pirei. Ainda guardo o boné que comprei no dia do Tetra. Que emoção! E a gente gosta da vitória, sofri em 98 e vibrei em 2002. E acabou. Não consigo me lembrar de detalhes da última copa.
E esta? Bem, acho que estou me tornando uma velha chata e rabugenta. O jogo é no meio da tarde e às 8 da manhã já tem gente soltando rojão. Aff. E a correria? E o comércio fecha para não abrir mais. Ando achando tudo absurdo. Só na hora do jogo mesmo, aí o coração torcedor desperta. E se não ganhar? Tudo bem, em 2014 tem mais.
21/06/10 - Fizemos 7 anos de casamento. Bastante né? Já temos uma vida juntos. Unidos na alegria, tristeza, com grana, sem ela, com frio, com calor, com frieira (é, até nisso). É bom demais.
Melancolia - não sentia isso desde que tinha, sei lá, 18 anos? Pois hoje fiquei com vontade de entrar correndo em casa, me jogar na cama, agarrar o travesseiro e chorar sem motivo. Não o fiz, mas que deu vontade, ah, isso deu. Acho que essas noites mal dormidas e as noites não dormidas andam me deixando um pouco deprimida.
Melancolia - saudade do que não foi, do que não viveu, tristeza por uma perda sem ter perdido. Um sentimento, só isso.
Falar inglês - eu quero aprender inglês. Um mal professor no colégio me fez brigar com a língua, mas em 2001, quando estive na Irlanda, voltei a me encantar. Lá aprendi meia dúzia de frases que me fizeram sobreviver andando sozinha nas ruas de uma simpática cidadezinha às margens do River Shannon e defronte do Castelo, cenário do filme Coração de Dragão. Sonho bom, muito bom. Voltei com a promessa de enfim me entender com o idioma, mas de novo uma má professora me desviou do caminho. De lá pra cá me dediquei a fazer não as coisas que quis, mas as que precisavam ser feitas. E a vida segue. Ah, mas eu me casei, ufa, tinha um medão de ficar solteira! E me tornei mãe. Ah, essas duas coisas eu quis, muito! E fiz.
Michael Jackson - quando ele morreu fiquei de luto. Passei dias com um texto na cabeça, mas sem conseguir sentar pra escrever. Ele começava exatamente assim: "Estou de luto. Morreu Michael Jackson!" E aí passou tempo demais, achei que estaria fora de ordem, então não escrevi. Nesta segunda minha amiga Lu falou sobre ele em seu blog. Fiquei muito emocionada. Quis comentar, mas não consegui. Estava triste e magoada porque havia me esquecido de assistir ao documentário exibido pela Globo no domingo (era esse o mote para o post dela) e triste porque não chorei e nem gritei, mas eu o amava. Fez parte da minha infância. Enquanto minhas amigas desejavam assistir ao show da Madona, eu estava triste porque não tinha a menor chance de ir ao show dele aqui no Brasil em 91 eu acho. Mas me calei. Não contei a ninguém meu desejo, faz de contas que também queria ver a Madona. Lindas suas palavras Lu.
Confessando - eu amava Michael Jackson. Aprendi que deveria ficar quieta quando a coisa não era consenso, assim disfarcei muitas coisas apenas para não correr o risco de não ser aceita, ou de ser "zoada". E daí. Tem coisa que a gente gosta e pronto. Não sou fã de música sertaneja, mas acho linda a música Evidências do Chitãozinho e Chororó. E sei cantar. Eu ouço a Antena 1, adoro comédia romântica e há algum tempo eu adorava novela. É, eu ando mudando. Eu dançava na frente do espelho e ficava sonhando em ser uma grande bailaria. Eu sonhava mesmo era em dançar sobre patins, no gelo. Até ganhei patins de presente do meu marido, mas eles continuam guardados. E ficava sonhando com um palco, aplausos, luzes. Tentei tocar violão, me arrisquei a cantar no coral da escola, fui oradora da turma na formatura da oitava série, fiz aulas de jazz aos 11 anos, fiz aeróbica aos 13 e dança do ventre aos 23. Não nasci para ser artista. Hoje fico dançando na frente da TV com a Luiza e esses momentos resgatam uma alegria e uma Nívia sonhadora adormecida dentro de mim há tanto tempo... e com um diferencial: hoje danço na frente de qualquer um, e daí. Quando criança eu tinha vergonha.
Ser mãe - ser mãe me deu outra chance na vida, voltei pro útero, nasci. Dei meu primeiro sorriso, mamei no peito (eu não mamei no peito quando nasci), fiz meses, aprendi a sentar, a dar tchau, a bater palminhas, a ficar em pé, fazer 1 com a mãozinha, dizer papai, andar, dizer mamãe e continuo aprendendo. Agora vejo as coreografias e fico imitando, logo estarei cantando. E danço, danço, danço. É uma vida maravilhosa! Só não gosto quando meus dentinhos estão nascendo, ai como dói. Como é maravilhoso ser mãe.
Ser mãe - ser mãe também fez ressuscitar alguns traumas esquecidos no cantinho da minha memória e isso me dá vontade de fazer diferente, fazer mais e melhor, e tenho medo de não ser tão boa quanto desejo, mas isso já é outra história.
A Psicologia - teve um tempo que achei que podia salvar o mundo, que o seu mal estava nas raízes dos traumas e que uma boa psicoterapia operava milagres. Mas depois de muitas noites mal dormidas, uma boa conversa com espaço pra reclamar da vida até ajuda, mas a cura é simples: dormir. E como seria com a fome? Ando meio brigada com a Psicologia.
Coisas que amo - café, amo. E-mail, orkut, sms, tudo que me liga ao mundo enquanto estou exilada na minha doce vida de mãe, esposa e dona de casa. Um bom papo, melhor do que qualquer tecnologia. Abraçar, beijar, pegar na mão. Ouvir música, rir. Ver TV. Brincar. Como as pessoas se atrevem a fazer gangorras apenas para crianças? E os balanços, somos proibidos de sentar neles, uma injustiça. Escrever, ah, eu já estava com saudades.
O que me deixa inconformada - gente grossa, que não respeita seus limites. Tenho medo de não conseguir educar minha fofura para bem relacionar-se com nosso mundo.
Aniversário - vou fazer 34 anos. Se eu viver até os setenta, estou próxima de já ter vivido metade da minha vida, mas é estranho, não sinto assim. Nem o espelho me acusa desta forma. Apenas me assusto quando penso que poderia ser mãe de uma garota de 18 anos. Ufa! Que bom que fui mãe depois dos 30, isso me rejuvenesce, apesar da falta de bom sono. Depois dos setenta? Lucro. Só não quero viver demais, quem vive muito enterra muita gente. O suficiente para ter tempo de fazer algumas coisas que gosto apenas porque gosto. Ah, também quero ser avó.
Minha história - sabe uma cosia que nunca consegui entender? porque você não pode contar suas experiências com os ex para o atual namorado? Penso que se você vai viver comigo, precisa me conhecer por inteiro e isso inclui minha história, o que fui, o que vivi, onde estive e até quem beijei antes de você. Aí eu contava e recebia crises de ciúme de volta. Já foi, já passou, faz parte do que sou hoje e porque aconteceu, hoje as coisas são assim, ainda bem. A gente melhora com o tempo e com o que vive. Nossas vivências são como o carvalho para o vinho, sendo assim, acho que vou lançar uma campanha: converse com seu atual sobre suas experiências passadas tomando um bom vinho. Que tal?
Pra terminar - Não importa quantas histórias eu conte, quantas fotos eu mostre, quantas situações eu tente reviver, nunca conseguirei mostrar a minha filhinha o avô que meu pai seria. Triste, muito triste.
E é isso. Qualquer hora eu volto.
Em 86 foi a minha vez. O Brasil ia bem e eu ganhei uma camiseta com as cores da bandeira., a ditadura havia terminado. Não era tão linda quanto a que comprei pra Luiza, mas era legal. E no mesmo dia o Brasil perdeu. Chorei, chorei, gritei, quis queimar a camiseta e quase consegui, mas minha mãe me tomou o isqueiro antes que eu conseguisse enfim incendiá-la. E foi assim. Nunca achei que viveria pra ver o Brasil campeão. É, porque já passei dos 30, mas nasci depois do Tri. E aconteceu. Em 94 pirei. Ainda guardo o boné que comprei no dia do Tetra. Que emoção! E a gente gosta da vitória, sofri em 98 e vibrei em 2002. E acabou. Não consigo me lembrar de detalhes da última copa.
E esta? Bem, acho que estou me tornando uma velha chata e rabugenta. O jogo é no meio da tarde e às 8 da manhã já tem gente soltando rojão. Aff. E a correria? E o comércio fecha para não abrir mais. Ando achando tudo absurdo. Só na hora do jogo mesmo, aí o coração torcedor desperta. E se não ganhar? Tudo bem, em 2014 tem mais.
21/06/10 - Fizemos 7 anos de casamento. Bastante né? Já temos uma vida juntos. Unidos na alegria, tristeza, com grana, sem ela, com frio, com calor, com frieira (é, até nisso). É bom demais.
Melancolia - não sentia isso desde que tinha, sei lá, 18 anos? Pois hoje fiquei com vontade de entrar correndo em casa, me jogar na cama, agarrar o travesseiro e chorar sem motivo. Não o fiz, mas que deu vontade, ah, isso deu. Acho que essas noites mal dormidas e as noites não dormidas andam me deixando um pouco deprimida.
Melancolia - saudade do que não foi, do que não viveu, tristeza por uma perda sem ter perdido. Um sentimento, só isso.
Falar inglês - eu quero aprender inglês. Um mal professor no colégio me fez brigar com a língua, mas em 2001, quando estive na Irlanda, voltei a me encantar. Lá aprendi meia dúzia de frases que me fizeram sobreviver andando sozinha nas ruas de uma simpática cidadezinha às margens do River Shannon e defronte do Castelo, cenário do filme Coração de Dragão. Sonho bom, muito bom. Voltei com a promessa de enfim me entender com o idioma, mas de novo uma má professora me desviou do caminho. De lá pra cá me dediquei a fazer não as coisas que quis, mas as que precisavam ser feitas. E a vida segue. Ah, mas eu me casei, ufa, tinha um medão de ficar solteira! E me tornei mãe. Ah, essas duas coisas eu quis, muito! E fiz.
Michael Jackson - quando ele morreu fiquei de luto. Passei dias com um texto na cabeça, mas sem conseguir sentar pra escrever. Ele começava exatamente assim: "Estou de luto. Morreu Michael Jackson!" E aí passou tempo demais, achei que estaria fora de ordem, então não escrevi. Nesta segunda minha amiga Lu falou sobre ele em seu blog. Fiquei muito emocionada. Quis comentar, mas não consegui. Estava triste e magoada porque havia me esquecido de assistir ao documentário exibido pela Globo no domingo (era esse o mote para o post dela) e triste porque não chorei e nem gritei, mas eu o amava. Fez parte da minha infância. Enquanto minhas amigas desejavam assistir ao show da Madona, eu estava triste porque não tinha a menor chance de ir ao show dele aqui no Brasil em 91 eu acho. Mas me calei. Não contei a ninguém meu desejo, faz de contas que também queria ver a Madona. Lindas suas palavras Lu.
Confessando - eu amava Michael Jackson. Aprendi que deveria ficar quieta quando a coisa não era consenso, assim disfarcei muitas coisas apenas para não correr o risco de não ser aceita, ou de ser "zoada". E daí. Tem coisa que a gente gosta e pronto. Não sou fã de música sertaneja, mas acho linda a música Evidências do Chitãozinho e Chororó. E sei cantar. Eu ouço a Antena 1, adoro comédia romântica e há algum tempo eu adorava novela. É, eu ando mudando. Eu dançava na frente do espelho e ficava sonhando em ser uma grande bailaria. Eu sonhava mesmo era em dançar sobre patins, no gelo. Até ganhei patins de presente do meu marido, mas eles continuam guardados. E ficava sonhando com um palco, aplausos, luzes. Tentei tocar violão, me arrisquei a cantar no coral da escola, fui oradora da turma na formatura da oitava série, fiz aulas de jazz aos 11 anos, fiz aeróbica aos 13 e dança do ventre aos 23. Não nasci para ser artista. Hoje fico dançando na frente da TV com a Luiza e esses momentos resgatam uma alegria e uma Nívia sonhadora adormecida dentro de mim há tanto tempo... e com um diferencial: hoje danço na frente de qualquer um, e daí. Quando criança eu tinha vergonha.
Ser mãe - ser mãe me deu outra chance na vida, voltei pro útero, nasci. Dei meu primeiro sorriso, mamei no peito (eu não mamei no peito quando nasci), fiz meses, aprendi a sentar, a dar tchau, a bater palminhas, a ficar em pé, fazer 1 com a mãozinha, dizer papai, andar, dizer mamãe e continuo aprendendo. Agora vejo as coreografias e fico imitando, logo estarei cantando. E danço, danço, danço. É uma vida maravilhosa! Só não gosto quando meus dentinhos estão nascendo, ai como dói. Como é maravilhoso ser mãe.
Ser mãe - ser mãe também fez ressuscitar alguns traumas esquecidos no cantinho da minha memória e isso me dá vontade de fazer diferente, fazer mais e melhor, e tenho medo de não ser tão boa quanto desejo, mas isso já é outra história.
A Psicologia - teve um tempo que achei que podia salvar o mundo, que o seu mal estava nas raízes dos traumas e que uma boa psicoterapia operava milagres. Mas depois de muitas noites mal dormidas, uma boa conversa com espaço pra reclamar da vida até ajuda, mas a cura é simples: dormir. E como seria com a fome? Ando meio brigada com a Psicologia.
Coisas que amo - café, amo. E-mail, orkut, sms, tudo que me liga ao mundo enquanto estou exilada na minha doce vida de mãe, esposa e dona de casa. Um bom papo, melhor do que qualquer tecnologia. Abraçar, beijar, pegar na mão. Ouvir música, rir. Ver TV. Brincar. Como as pessoas se atrevem a fazer gangorras apenas para crianças? E os balanços, somos proibidos de sentar neles, uma injustiça. Escrever, ah, eu já estava com saudades.
O que me deixa inconformada - gente grossa, que não respeita seus limites. Tenho medo de não conseguir educar minha fofura para bem relacionar-se com nosso mundo.
Aniversário - vou fazer 34 anos. Se eu viver até os setenta, estou próxima de já ter vivido metade da minha vida, mas é estranho, não sinto assim. Nem o espelho me acusa desta forma. Apenas me assusto quando penso que poderia ser mãe de uma garota de 18 anos. Ufa! Que bom que fui mãe depois dos 30, isso me rejuvenesce, apesar da falta de bom sono. Depois dos setenta? Lucro. Só não quero viver demais, quem vive muito enterra muita gente. O suficiente para ter tempo de fazer algumas coisas que gosto apenas porque gosto. Ah, também quero ser avó.
Minha história - sabe uma cosia que nunca consegui entender? porque você não pode contar suas experiências com os ex para o atual namorado? Penso que se você vai viver comigo, precisa me conhecer por inteiro e isso inclui minha história, o que fui, o que vivi, onde estive e até quem beijei antes de você. Aí eu contava e recebia crises de ciúme de volta. Já foi, já passou, faz parte do que sou hoje e porque aconteceu, hoje as coisas são assim, ainda bem. A gente melhora com o tempo e com o que vive. Nossas vivências são como o carvalho para o vinho, sendo assim, acho que vou lançar uma campanha: converse com seu atual sobre suas experiências passadas tomando um bom vinho. Que tal?
Pra terminar - Não importa quantas histórias eu conte, quantas fotos eu mostre, quantas situações eu tente reviver, nunca conseguirei mostrar a minha filhinha o avô que meu pai seria. Triste, muito triste.
E é isso. Qualquer hora eu volto.

2 comentários:
nossa Ni, tanta coisal linda..to muito emocionada, muito mesmo... me lembrei da gente, nos bancos da unesp, nas manhãs de sabado com o sol batendo no rosto e a vida passando devagar....hj, tanto mudou... aprendi a te amar e admirar ainda mais. muita saudade, minha amiga. você é linda. por dentro e por fora. alma linda.
te amo!
GOSTEI MUTO DO TEU BLOG.tU ESCREVES COM\o coração.Parabéns.Tens muita
sensibilidade e muita clareza em expressar os teus sentimentos. Consigo me transportar para momentos de minha infância e reviver momentos mágicos que não voltam mais....
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