A morte anunciada
agora é a morte concreta
Não há o que fazer
Já não havia antes.
Mas eu esperava...
...
Choro. Choro porque não há mais
nada que eu possa fazer.
"Vou morrer". Já sabemos.
A morte anunciada estampa a verdade que teimo não ver.
E vou sentindo aquela dor
tentando não acreditar
tentando me enganar
tentando salvar o que não tem
salvação.
De repente acordo: "estou viva"!
"Foi um pesadelo"!
Não.
E a morte anunciada deu o aviso
e foi avançando de mansinho
um pedacinho por vez
E chegou enfim.
E o que me resta agora?
Curvo-me diante dela e aceito.
E choro. E sofro. E oro.
Que ainda me sobre um pouco de vida
nesta morte anunciada.
Minha querida amiga, hoje a minha dor se tornou também a sua dor. Quisera eu que ela fosse só minha para que você não sofresse...
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
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