Ando sentindo muito orgulho de mim como mãe. Minha riqueza está crescendo e aprendendo milhares de coisas todos os dias. Come bem (coisa que mãe adora), faz um charminho, nada demais. É educada, cumprimenta as pessoas, fica tímida quando não conhece, que bom, é, isso também vai protegê-la no futuro de chegar "chegando" onde não deve. Fala muito e muito bem, já consegue levar uma conversa adiante, se entrega à fantasia, come balas imaginárias, cria histórias, cuida dos nenéns e por vezes até de mim, vira minha mamãe. A ultima novidade é que aprendeu a usar o banheiro, deixou as fraldas. Não, não é mais bebê, virou de fato uma mocinha, linda, fofa, charmosa, engraçada, tudo de melhor nessa vida. E eu ainda estou embasbacada com a facilidade que foi para ela aprender a usar o banheiro. No primeiro dia quase voltei atrás, um frio e ela só fazendo xixi na roupa. Tive dúvidas se era o momento certo, mas já tinha começado, não podia recuar. No segundo dia... eu achei que a coisa fosse levar uns três meses. Que nada, no segundo dia ela já estava fazendo xixi e cocô no vaso, assim, num estalar de dedos, adeus fraldas! Curti cada conquista da minha fofura, mas nada me deu mais orgulho do que isso. Pense bem: num dia você (ela) pode fazer tudo a qualquer hora, onde estiver, tudo bem à vontade. No dia seguinte você tem que sentir seu corpo, perceber o que ocorre com ele e esperar a hora certa de liberar a coisa, ou não. Dificil né. Tente o contrário, fazer xixi na calça já sabendo usar o banheiro, no meu caso, há uns 33 anos mais ou menos. Quando fiz cirurgia de varizes, não podia levantar da cama e precisei usar uma "comadre", quase morri, foi uma das sensações mais incômodas da minha vida. Fiquei muito orgulhosa da sua capacidade em aprender isso tão rápido e de maneira tão eficiente, fico encantada quando ela pede para ir ao banheiro. E fiquei orgulhosa de mim por entender que esse era o momento certo, apesar das críticas e dos protestos (esfriou muito por aqui). Ela enviou sinais de que estava pronta e eu entendi e respeitei. Considero ser esse o jeito certo de ser mãe. Não importa o que penso, desejo, mas como estou sentindo o que vem dela, da minha filhinha. Li um livro anos atrás que dizia que são os filhos que educam os pais, eles é que dizem como devemos proceder e que quando negligenciamos isso vêm os problemas. Acho que peguei o espírito da coisa. Não que eu não venha a enfrentar problemas, mas de muitos deles ando conseguindo me safar apenas por tentar compreender como a Luiza está me educando, e tem dado muito certo. Então dedico esse post às minhas amigas gravidinhas, Lú, mamãe da Salomé que já está batendo na porta, e Eli, que acabou de saber que será mamãe. E para a Maira que está com a Sofia nos braços há três meses: deixem que suas fofuras as eduquem e serão boas mães. Esse é o meu conselho de "veterana" para vocês.
Desde muito cedo aprendemos que se está bom demais algo ruim vai acontecer. Eu como boa mineira que sou, custava a acreditar que as coisas dariam certo, muito sofri com medo de ser plenamente feliz, acreditando que isso não era possivel, apesar da minha boa fé e pesistêncai em tudo o que ja fiz. Não sei dizer onde foi que isso acabou, mas a vida deu conta de me fazer enxergar que, assim como existem momentos de crises e provações, também existem momentos de realizações. E hoje, se há algo que pode fazer com que a felicidade não seja completa, acredito que fique por conta do fato de minha familia andar desfalcada. Tantas coisas boas acontecendo e o serviço de informações continua dizendo que não consta na lista o novo telefone do Seu Anizio. Assim ficamos sem poder compartilhar com ele. Gostaria de acreditar que de lá ele nos olha pela janela e anda vibrando com tudo o que estamos vivendo e conquistando aqui, quem sabe. Se bem que um lado meu prefere não achar isso não, de jeito nenhum, porque se ele pode nos ver, pode também ver coisas que jamais faria na frente do meu pai. Tudo bem, continuo conversando com ele que mora dentro do meu coração. E vou sendo feliz, muito feliz. Na sexta-feira vi um avião decolar de dentro do carro e uma centena de lembranças vieram a tona. Minha saudade se tranformou em sorriso e meu coração se encheu de alegria. Saudade boa essa...
Desde muito cedo aprendemos que se está bom demais algo ruim vai acontecer. Eu como boa mineira que sou, custava a acreditar que as coisas dariam certo, muito sofri com medo de ser plenamente feliz, acreditando que isso não era possivel, apesar da minha boa fé e pesistêncai em tudo o que ja fiz. Não sei dizer onde foi que isso acabou, mas a vida deu conta de me fazer enxergar que, assim como existem momentos de crises e provações, também existem momentos de realizações. E hoje, se há algo que pode fazer com que a felicidade não seja completa, acredito que fique por conta do fato de minha familia andar desfalcada. Tantas coisas boas acontecendo e o serviço de informações continua dizendo que não consta na lista o novo telefone do Seu Anizio. Assim ficamos sem poder compartilhar com ele. Gostaria de acreditar que de lá ele nos olha pela janela e anda vibrando com tudo o que estamos vivendo e conquistando aqui, quem sabe. Se bem que um lado meu prefere não achar isso não, de jeito nenhum, porque se ele pode nos ver, pode também ver coisas que jamais faria na frente do meu pai. Tudo bem, continuo conversando com ele que mora dentro do meu coração. E vou sendo feliz, muito feliz. Na sexta-feira vi um avião decolar de dentro do carro e uma centena de lembranças vieram a tona. Minha saudade se tranformou em sorriso e meu coração se encheu de alegria. Saudade boa essa...

Um comentário:
obrigada pela dica valiosa.. e já te disse como Luíza é um ser raro, deu pra perceber nos primeiros minutos de nosso encontro! parabéns mamãe! vc é um exemplo para mim.
=]
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