Hoje comi pinhões. Fazia algum tempo que não comia, foi presente de uma amiga. Passei minha infância comendo pinhões. Meu pai pegava uma marreta, levava os pinhões já cozidos pro quintal e ficava marretando os coitados afim de lhes tirar a semente macia. Ele e minha mãe. Delícia! Ainda adoro pinhões. Com o tempo os instrumentos de tortura foram sendo modernizados, martelo de carne, espremedor de limão, de alho. O princípio é o mesmo, quebrar a parte dura para abrir a casca e soltar a semente. E comer. Existem muitas receitas que levam pinhão, mas eu gosto mesmo do jeito que sai da casca. E dá saudades do meu pai. Saudades de um tempo em que eu era amada e mimada por este ser único que habitou este mundo. Ser capaz de amar sem ver defeitos. Capaz de achar tudo lindo e especial. Capaz de dar amor sem limites e sem trocas. Existe no mundo lugar para a espontaneidade, para ser você mesmo?
Aconteceu muita coisa desde que vim aqui pela ultima vez. fazendo um resuminho, primeiro fiz uma linda festa pra Luiza, virei artesã. Fiz flores de tecido, bolo cenográfico, enrolei doces, cozinhei, foi uma bela festa. E no final de tudo, consegui enfim o meu tão sonhado emprego. É o emprego dos sonhos mesmo, ao menos por hora, mas claro que junto com a parte boa vem os desafios, porque viver é receber pacotes completos.
Por hora estou impedida de falar, então resolvi escrever. Mas acho que estou sem pique pra escrever também. Estou muito cansada. Exausta mesmo. Depois eu volto para contar detalhes, essas novidades rendem um livro.
Estou tão cansada que queria o colo dele de novo. Deve ser por isso que resolvi vir aqui hoje, pra ficar mais perto dele. Amém.

Um comentário:
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