Existem coisas que a gente não entende. Existem coisas que a gente não aceita. Existem coisas que, sinto muito, não vejo muita validade. Minha amiga Lu colocou um video no blog dela que mostra mulheres em várias situações dando um passo atrás antes de se lançar adiante. A gente faz tanta besteira na vida e às vezes o desafio é tão maior do que parece que a gente dá conta, que optamos por sentar e chorar. Ou desespero, ou revolta. Mas dentro de mim brota uma força. Hoje lembrei-me do dia em que não passei no vestibular da FUVEST. Perdi o chão, meu mundo caiu, tudo ficou preto. De repente, já cansada de chorar, ela brotou: a força. Estava na praia, já devia ser quase madrugada. Levantei-me, lavei o rosto e comecei a arrumar a mala, como se fosse sair dali e começar a estudar naquela hora mesmo pro próximo vestibular, no fim do mesmo ano. No dia seguinte eu passei na VUNESP. De repente todo àquele sentimento me voltou com tanta nitidez. Não consegui ficar feliz por ter enfim passado no vestibular, ainda estava convivendo com a dor do que não foi. Só me dei conta quando meus amigos vieram me cumprimentar. Ainda assim levei uns cinco anos da minha vida pra perceber a validade daquilo tudo e hoje vejo que foi melhor assim, senão não teria conseguido. Dizem que se Deus fecha uma porta, logo abre uma janela. É duro de ficar contente com a janela quando a porta que se fechou era o seu sonho, mas acredito que sempre se tem um proposito. Meu pai, perto de morrer conseguiu enxergar o retorno de todo o investimento que ele fez na minha formação, já escrevi sobre isso. E quando me lembro destas passagens da minha vida sempre enxergo que para tudo se tem uma segunda chance. Questiono: por que não podemos ficar com a primeira? Por que não podemos ter a primeira opção? Como Psicologa eu diria que é porque escolhemos errado, direcionamos d eamneira inadequada o nosso olhar. Quando estava na faculdade eu tinha mania de me interessar sempre pelo homem errado. Minha terapeuta dizia que essa era uma forma que eu mesma inventava de impossibilitar o sucesso. De fato, ao me dar conta disso casei-me com um homem bem diferente daqueles pelos quais costumava me interessar. E foi a escolha certa. E eu a refaço todos os dias.
Segunda chance é oportunidade de fazer diferente. E acertar. Às vezes a janela é ainda maior e deixa entrar muito mais luz e alegria que qualquer portão gigante.
Segunda chance é oportunidade de fazer diferente. E acertar. Às vezes a janela é ainda maior e deixa entrar muito mais luz e alegria que qualquer portão gigante.

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