Em 1986 aconteceu a passagem do Cometa Halley. Eu até conhecia um Halley da escola que chamava isso porque tinha o nome do avô que ganhou o nome do Cometa. Diziam os cientistas que o tal cometa só podia ser visto a cada 76 anos, de forma que aquela era uma oportunidade única. Se o ano é esse mesmo eu tinha 10 anos.
No referido dia da tal passagem do cometa, meu pai acordou todo mundo de madrugada e levou a familia inteira pra ver o cometa lá pelos pelos altos de Senador Amaral (uma cidadezinha proxima de casa que nem era cidade na época). E "vamo nóis". Eu estava ansiosíssima, acho que nem dormi. Lembro que estava um frio de doer, como hoje aqui em São Paulo. Alias, devia estar pior, porque lá é frio. Eu estava extasiada e não tirava os olhos do céu. Lá pelas tantas uma fumacinha com cara de cometa apareceu. Não estávamos equipados como se deve, então nossos olhos nus podem ter nos enganado, mas não tenho dúvida de que vi o Cometa, meu pai tambem não. Ele era apaixonado pela natureza e estas loucuras eram praticas comuns em sua vida e na nossa. Nunca esqueci aquele dia e tentei repetir o feito quando um outro Cometa nos visitou anos mais tarde, o Halley Bop (acho que é esse mesmo). Primeiro fui ao IPMET, em Bauru e depois na Pedra de Sâo Domingos, no Córrego e nos dois momentos foi emocionante. Pena Seu Anivio não ter ido. Na Pedra alguem tinha um binóculo e foi a imagem mais facinante que já vi e, mesmo tendo abandonado o hábito de olhar as estrelas já que aqui em São Paulo o céu é sempre cinza, estas imagens continuam vivas e fortes na minha memória. A mais forte delas no entanto é àquela, de 1986. Não sei era o Cometa, mas meu facínio mais a alegria e empenho do meu pai tornaram aquele dia especial.
Meu pai sempre contava emocionado do dia em que o homem chegou à Lua. Contava e repetia as palavras ditas pelos astronautas. Detalhe: ele ouviu pelo rádio porque televisão era algo que ainda não tinha chegado à nossa casa. Nem eu, que ainda não tinha nascido. Teve um tempo da minha infancia que eu sonhava em ir à Lua e brincar com as estrelas, acho até que cheguei a ir algumas vezes enquanto dormia e hoje, quando acontece de eu olhar o céu e encontrar estrelas por lá, procuro a mais brilhante e penso que é o meu paizinho que virou aquela estrelinha, como as pessoas dizem às crianças. A criança que ainda vive em mim gosta de olhar o céu e crer que meu paizinho agora brilha lá, ajudando a lua a nos iluminar todas as noites.
Quando criança eu era capaz de passar horas olhando as estrelas no céu. Acho que estava me acostumando a ver meu pai lá, olhando para mim. Acho que preciso voltar a viver em um lugar onde haja estrelas no céu, senão ficarei devendo isso à Luiza.
No referido dia da tal passagem do cometa, meu pai acordou todo mundo de madrugada e levou a familia inteira pra ver o cometa lá pelos pelos altos de Senador Amaral (uma cidadezinha proxima de casa que nem era cidade na época). E "vamo nóis". Eu estava ansiosíssima, acho que nem dormi. Lembro que estava um frio de doer, como hoje aqui em São Paulo. Alias, devia estar pior, porque lá é frio. Eu estava extasiada e não tirava os olhos do céu. Lá pelas tantas uma fumacinha com cara de cometa apareceu. Não estávamos equipados como se deve, então nossos olhos nus podem ter nos enganado, mas não tenho dúvida de que vi o Cometa, meu pai tambem não. Ele era apaixonado pela natureza e estas loucuras eram praticas comuns em sua vida e na nossa. Nunca esqueci aquele dia e tentei repetir o feito quando um outro Cometa nos visitou anos mais tarde, o Halley Bop (acho que é esse mesmo). Primeiro fui ao IPMET, em Bauru e depois na Pedra de Sâo Domingos, no Córrego e nos dois momentos foi emocionante. Pena Seu Anivio não ter ido. Na Pedra alguem tinha um binóculo e foi a imagem mais facinante que já vi e, mesmo tendo abandonado o hábito de olhar as estrelas já que aqui em São Paulo o céu é sempre cinza, estas imagens continuam vivas e fortes na minha memória. A mais forte delas no entanto é àquela, de 1986. Não sei era o Cometa, mas meu facínio mais a alegria e empenho do meu pai tornaram aquele dia especial.
Meu pai sempre contava emocionado do dia em que o homem chegou à Lua. Contava e repetia as palavras ditas pelos astronautas. Detalhe: ele ouviu pelo rádio porque televisão era algo que ainda não tinha chegado à nossa casa. Nem eu, que ainda não tinha nascido. Teve um tempo da minha infancia que eu sonhava em ir à Lua e brincar com as estrelas, acho até que cheguei a ir algumas vezes enquanto dormia e hoje, quando acontece de eu olhar o céu e encontrar estrelas por lá, procuro a mais brilhante e penso que é o meu paizinho que virou aquela estrelinha, como as pessoas dizem às crianças. A criança que ainda vive em mim gosta de olhar o céu e crer que meu paizinho agora brilha lá, ajudando a lua a nos iluminar todas as noites.
Quando criança eu era capaz de passar horas olhando as estrelas no céu. Acho que estava me acostumando a ver meu pai lá, olhando para mim. Acho que preciso voltar a viver em um lugar onde haja estrelas no céu, senão ficarei devendo isso à Luiza.

2 comentários:
vocÊ pode trazer ela pra passear por aqui...céuzão lindo,lindo...
De fato o céu aí é bem mais bonito que aqui. Deixa ela crescer só um pouquinho...
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