Alguma coisa está partida dentro de mim. Hoje até a Luiza está mais triste, quietinha. Minha vontade é dormir até tudo passar e este é o problema, tenho dormido muito pouco. Quando estou acordada não tenho tido vontade de fazer muita coisa e não tenho feito, o que faz aumentar minha angustia e deixa difícil o ato de tentar colar o que se quebrou. Não sei se é a morte do meu pai ou o peso de viver, que às vezes pesa um bocado, mas o fato é que meu sentimento é de pesar e eu nem sei bem o por quê. O tempo têm demorado um bocado pra passar e ao mesmo tempo tem voado, o ano já está no fim e, ao mesmo tempo, fiz um cem milhões de coisas e tem mais um cem milhões que não dei conta de fazer. Quando estou deitada ainda faço planos, mas a coragem de colocá-los em prática desaparece tão logo me levanto. Tenho vivido dias vazios de uma longa espera que nunca acaba e não é a espera da chegada do meu bebê. Aliás, esta tem sido a única coisa realmente boa dos meus dias vazios. Quando a Luiza acorda e começa a brincar meu coração se enche de alegria e já começo a ficar com saudades dela aqui, dentro de mim, pulando, dançando, num tempo em que ela é só minha, o que me torna o ser mais especial deste mundo e de outros também, a mãe da Luiza, o Anjo que Deus escolheu para trazê-la a este mundo e protegê-la, ensiná-la, acolhê-la, amá-la.
Enquanto ela dorme, me lembro de minha condição de cansaço e desânimo e a coragem volta a desaparecer. Penso tentando descobrir de onde vem tanta tristeza e angústia, não estou habituada a ser triste, ao contrário, essa palavra para mim sempre existiu no papel, nunca na vida. Não sei ser triste, não sei ter mal humor, não sei ficar desanimada. Toda vez que isso acontece em minha vida, penso que estou dando um tempo, tomando fôlego, para enfim me lançar novamente na vida. Mas desta vez está diferente. Os últimos anos foram muito difíceis, embora tenham sido ao mesmo tempo os anos de maior realização em minha vida. Todo grande feito dá um certo trabalho e eu fico me perguntando sempre porque as coisas não acontecem uma de cada vez. Agora mesmo, desejei tanto estar liberada de outros compromissos para estar grávida que fico brava por estar angustiada, me ocupando com outros sentimentos que não somente a descoberta de Luiza, da minha riqueza. Fico me cobrando, gostaria de estar apenas atenta a ela e a mais nada. Tenho passado tantos dias trancada em casa, ociosa, mas esse desânimo anda me vencendo de um jeito que nunca aconteceu, às vezes me pego sem esperança, o que dá um nó na minha cabeça, porque gerar uma vida é a maior expressão da esperança que já senti. Estou tão encantada com a maternidade que custo a acreditar que não consigo me encantar com mais nada. Minha vida parou e eu realmente gostaria que tivesse parado para apenas me dedicar à Luiza, mas não foi dessa forma que ela que aconteceu. Sinto-me de mãos atadas, sem muito trabalho, sem muito dinheiro, sem quase nada de ânimo, me dedicando a coisas que não andam pra frente, numa eterna espera por coisas que independem de minhas ações ou vontade. Taí, descobri. Não sou pessoa de "esperar o biscoito assar", como se diz lá em Minas. Sou pessoa de fazer e acontecer, mas 90% das coisas que estão na minha vida hoje só serão tocadas adiante pela vontade de outros e enquanto isso eu tenho que ficar aqui, esperando, esperando. Eu só queria esperar a Luiza e curti-la crescendo dentro de mim, apenas isso e mais nada. Não há solução possivel para minha situação e isto é um fato.
Enquanto ela dorme, me lembro de minha condição de cansaço e desânimo e a coragem volta a desaparecer. Penso tentando descobrir de onde vem tanta tristeza e angústia, não estou habituada a ser triste, ao contrário, essa palavra para mim sempre existiu no papel, nunca na vida. Não sei ser triste, não sei ter mal humor, não sei ficar desanimada. Toda vez que isso acontece em minha vida, penso que estou dando um tempo, tomando fôlego, para enfim me lançar novamente na vida. Mas desta vez está diferente. Os últimos anos foram muito difíceis, embora tenham sido ao mesmo tempo os anos de maior realização em minha vida. Todo grande feito dá um certo trabalho e eu fico me perguntando sempre porque as coisas não acontecem uma de cada vez. Agora mesmo, desejei tanto estar liberada de outros compromissos para estar grávida que fico brava por estar angustiada, me ocupando com outros sentimentos que não somente a descoberta de Luiza, da minha riqueza. Fico me cobrando, gostaria de estar apenas atenta a ela e a mais nada. Tenho passado tantos dias trancada em casa, ociosa, mas esse desânimo anda me vencendo de um jeito que nunca aconteceu, às vezes me pego sem esperança, o que dá um nó na minha cabeça, porque gerar uma vida é a maior expressão da esperança que já senti. Estou tão encantada com a maternidade que custo a acreditar que não consigo me encantar com mais nada. Minha vida parou e eu realmente gostaria que tivesse parado para apenas me dedicar à Luiza, mas não foi dessa forma que ela que aconteceu. Sinto-me de mãos atadas, sem muito trabalho, sem muito dinheiro, sem quase nada de ânimo, me dedicando a coisas que não andam pra frente, numa eterna espera por coisas que independem de minhas ações ou vontade. Taí, descobri. Não sou pessoa de "esperar o biscoito assar", como se diz lá em Minas. Sou pessoa de fazer e acontecer, mas 90% das coisas que estão na minha vida hoje só serão tocadas adiante pela vontade de outros e enquanto isso eu tenho que ficar aqui, esperando, esperando. Eu só queria esperar a Luiza e curti-la crescendo dentro de mim, apenas isso e mais nada. Não há solução possivel para minha situação e isto é um fato.

Um comentário:
cada ingrediente do biscoito é misturado, preparado, para só depois de assado ter significado, sabor e sentido. asim também é a vida, minha amiga querida. agora parece sem solução. mas, só mais um pouco, espere. no tempo de DEUS você vai saber, sentir, curtir. beijo caloroso!
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